03 de Janeiro de 2018

O meu artigo de opinião publicado a 24 de dezembro 2017 no Jornal da Madeira

 

A todos um Bom Natal!

O tempo não para e é Natal outra vez. Ontem foi a popular “noite do mercado”. Habitualmente, a multidão converge para o Mercado dos Lavradores. São centenas de pessoas reunidas na praça do peixe, com o intuito de ouvir e cantar os cânticos de Natal. O povo transforma-se, assim, num enorme coro, que acompanha e incentiva a Confraria dos Cantares. É o chamado Sing-along ou o canto comunitário, acessível a todos.

​O que seria do Natal sem música? Nem consigo imaginar. Das minhas memórias de infância saliento o tema “A todos um Bom Natal”, um clássico natalício, criado pelo maestro César Batalha e popularizado pelo coro infantil de Santo Amaro de Oeiras. Costumava ouvi-lo na televisão. Felizmente, hoje em dia, é possível assistir, ao vivo, na Madeira, aos inúmeros coros que nos encantam, interpretando bonitas canções de Natal.

​Congratulo-me em saber que neste mês de dezembro realizou-se, na Madeira, o 1º Festival Regional de Coros Escolares, organizado pela Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia (DSEAM). Este festival envolveu cerca de 500 crianças de treze escolas do 1º ciclo do ensino básico. Que rica experiência para estas crianças! Saliento também o III Encontro de Coros de Natal e o XX Festival de Coros de Natal. São exemplos de momentos musicais que convidaram o público a entrar no espírito da época.

Muitos mais coros existem distribuídos pela Madeira e Porto Santo, e ainda bem. Sou uma fã incondicional dos grupos corais. Integrei diferentes coros em Portugal, e atualmente sou membro dos Spirit Singers, um dos coros da Universidade de Toronto. Aproveito, esta oportunidade para mencionar, resumidamente, alguns benefícios de pertencer a um coro. Do ponto de vista técnico, o coralista melhora os seus conhecimentos musicais, treina a postura e aprimora a afinação vocal e respetiva técnica respiratória. A nível social e emocional, sente-se parte de um grupo, convivendo com outras pessoas que partilham a paixão comum pelo canto. Após cada espetáculo, cresce a autoconfiança, alegria e satisfação dos membros integrantes. A nível fisiológico, cantar num coro é uma atividade de grupo sincronizada (dos movimentos musculares fonatórios e respiratórios) e, com surpreendente, sincronização também ao nível dos batimentos cardíacos. Estudos mostraram ainda fortalecimento do sistema imunitário (aumento da concentração de citocinas e de imunoglubulinas IgA). Além da vertente artística, cantar é, uma atividade terapêutica, que faz bem ao corpo e à alma. Como diz o ditado: “Quem canta, seus males espanta”. Em contrapartida, ser membro de um coro exige dedicação, disponibilidade e compromisso com os ensaios semanais e concertos. É que sem trabalho, não há sucesso!

E não há Natal, sem o Natal dos Hospitais! Uma palavra final de apreço à organização, patrocinadores, artistas e apresentadores participantes no Natal dos Hospitais da RTP Madeira, que levaram música, alegria e esperança aos que mais precisam. Bem-hajam!

Despeço-me desejando a todos um Santo e Feliz Natal, e um fantástico 2018!

 

Link para a página do Jornal da Madeira:

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/845/A_todos_um_Bom_Natal

 

 

publicado por carinafreitas às 13:59 link do post
26 de Novembro de 2017

O meu artigo de opinião publicado a 26 de novembro de 2017, no Jornal da Madeira

 

O poder da familiaridade na preferência musical

Nos últimos 30 anos, as neurociências da música (uma subdisciplina das neurociências cognitivas) têm ajudado na compreensão dos mecanismos cerebrais subjacentes ao processamento musical. Uma questão importante, mas pouco valorizada, é avaliar o poder da familiaridade na escolha musical. Será que preferimos ouvir canções novas/originais ou canções já familiares/conhecidas? E como é que o cérebro reage a cada um deste tipo de música?

​Segundo o princípio da familiaridade, também denominado “efeito da mera exposição”, descrito por Zajonc, em 1968, quanto mais familiares estamos com algo, mais gostamos desse estímulo. Este efeito é válido até um certo limite do número de exposições, a partir do qual surge a saturação e decresce a nossa preferência. Contudo, se uma pessoa tiver controle sobre a exposição, continuará a gostar desse mesmo estímulo.

Um estudo comportamental realizado pela Universidade de Washington, em 2014, mostrou que, apesar dos participantes (todos amantes de música) referirem maior preferência pela aquisição de música nova, na realidade, quando confrontados com escolhas reais entre pares de músicas (novas contra familiares), a maioria optou por comprar as canções que já tinha ouvido mais vezes. Estudos neurocientíficos demonstraram que a audição de músicas familiares, comparativamente às músicas novas, ativa com mais intensidade, os sistemas de recompensa e de prazer do cérebro, induzindo emoções mais positivas e agradáveis.

Na verdade, o nosso cérebro gosta de estímulos familiares porque já os conhece e é mais fácil de os processar. Quando ouvimos canções conhecidas, o cérebro reconhece o padrão musical, e já sabe o que esperar. Além disso, ressoa na nossa memória eventos e histórias associadas às referidas canções. Se, além de familiar, for também favorita, a cada audição, associamos uma sensação de prazer e bem-estar, que é reforçada na audição seguinte. É o poder da familiaridade em modular a nossa resposta emocional à música.

Numa entrevista recente, alusiva aos 20 anos de carreira do cantor João Pedro Pais, perguntaram-lhe se ainda tocava, nos seus concertos, os seus sucessos antigos, ao que este respondeu: “Claro que sim. Nesse aspeto, tento seguir as pisadas e imitar o Sting. Ele vai direto ao assunto e não tem preconceito nenhum em tocar canções antigas. A primeira música que ele costuma tocar nos concertos é “Every breath you take” (êxito do grupo The Police) ou o “Englishman in New York”.

Não há dúvida que o público adora ouvir e cantar em coro canções familiares. Ainda bem que há artistas que (re)conhecem, e gostam de satisfazer, as expectativas do público.

Conclusão: a familiaridade é um fator a considerar na seleção de qualquer repertório musical, seja para fins artísticos, educacionais, terapêuticos ou mesmo comerciais. Quem é que nunca ouviu canções familiares nas lojas? É uma técnica de neuromarketing para influenciar o comportamento dos consumidores! E como transformar uma canção nova num “hit”ou êxito? As rádios sabem fazê-lo muito bem: exposição inicial e repetição, repetição, muita repetição…Primeiro estranha-se, depois entranha-se! 

 

Link para a página do Jornal da Madeira

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/741/O_poder_da_familiaridade_na_preferencia_musical

 

publicado por carinafreitas às 13:52 link do post
24 de Novembro de 2017

No programa "Haja Saúde" da FPTV/SIC Internacional do mês de novembro de 2017 foi abordado o tema do uso da música na medicina, em especial na reabilitação neurológica.

Apresentação de Filipe Ribeiro.

Filipe Ribeiro e Carina Freitas- FPTV- Sic Interna

 

publicado por carinafreitas às 14:17 link do post
29 de Outubro de 2017

O meu artigo de opinião publicado no dia 29 de outubro 2017 - no Jornal da Madeira

 

Memória musical preservada na Doença de Alzheimer

 

A Doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa, descrita pela primeira vez em 1907 pelo médico alemão Alois Alzheimer. É o tipo mais comum de demência e estima-se que existam cerca de 130 mil pessoas com Doença de Alzheimer em Portugal, 3000 na ilha da Madeira. Segundo os últimos dados publicados em julho na revista científica The Lancet existem 50 milhões de pessoas afetadas em todo o mundo, e prevê-se que este número aumente para 75 milhões em 2030 e 132 milhões em 2050.

Devido ao seu carácter neurodegenerativo, a Doença de Alzheimer provoca atrofia cerebral que se manifesta pelo declínio lento e progressivo das funções cognitivas (compreensão, orientação, atenção, raciocínio, linguagem e memória). Inicialmente, os doentes começam por perder a memória associada a factos mais recentes (memória a curto prazo), mas mantêm a memória para acontecimentos mais antigos (memória de longo prazo) até que, eventualmente, esta última também é atingida.

Um facto curioso referido por vários cuidadores é que muitos doentes com Alzheimer conseguem reconhecer e cantar melodias, ou apresentar fortes emoções ao ouvir canções associadas a momentos importantes nas suas vidas, apesar de não se lembrarem do nome dos seus familiares. Motivados para encontrar a explicação científica desta realidade, os neurocientistas do Instituto Max Planck na Alemanha descobriram, em 2015, que ao contrário de outros tipos de memórias, a memória musical de longo prazo está preservada nos doentes com Alzheimer. Primeiro, os investigadores identificaram duas áreas cerebrais (a porção anterior da circunvolução cingulada e a área motora suplementar) onde as memórias musicais são armazenadas nesta população clínica. Posteriormente, constataram que nestas mesmas regiões, a perda de neurónios e consequente atrofia cerebral ocorre de uma forma mais lenta e gradual, o que pode explicar a persistência de memórias musicais até às fases mais avançadas da doença.

Por este motivo, é de todo o interesse estimular os doentes de Alzheimer com música, seja através da musicoterapia ou da música-medicina (audição de música pré-gravada). Ambas são estratégias de reabilitação recomendáveis com benefícios já estabelecidos. A audição de músicas familiares e favoritas específicas para cada doente melhora o seu autorreconhecimento e reativa memórias e emoções. Em alguns casos, os doentes chegam a ser capazes de cantar, mesmo quando é-lhes quase impossível falar.

A Associação de Alzheimer de Toronto, no Canadá, distribuiu 10 mil iPods com playlists personalizadas, com o intuito dos doentes ouvirem as suas músicas favoritas durante o máximo de tempo possível. A implementação desta ideia apoiou-se no sucesso do projeto “Música e Memória”, realizado em Nova Iorque, a partir do qual foi produzido o documentário “Alive Inside” (www.aliveinside.us) e que retrata as experiências positivas após a audição de música pelos doentes de Alzheimer. Na Madeira, a delegação regional da Associação Alzheimer Portugal já disponibilizou, em 2013, sessões de musicoterapia em grupo. Neste momento são desenvolvidas algumas atividades musicais, incluídas nas sessões de estimulação cognitiva.

Não há cura para esta doença. Para além da medicação que atenua os sintomas, a estimulação cognitiva e as intervenções musicais parecem retardar o processo de degeneração na Doença de Alzheimer. 

 

Link para a página do Jornal da Madeira

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/629/Memoria_musical_preservada_na_Doenca_de_Alzheimer

 

Link para o documentário "Alive Inside" com legendas em Português

https://www.youtube.com/watch?v=81aCEdUknpA

 

 

publicado por carinafreitas às 23:53 link do post
26 de Outubro de 2017

No programa "Haja Saúde" da FPTV/SIC Internacional deste mês foi abordado o tema "A importância da actividade desportiva na infância e na adolescência". Para enriquecer o programa, que é sempre apresentado por  Filipe Ribeiro, tivemos a presença do Pedro Dias, treinador da Academia do Sporting de Toronto.

Haja Saúde - 25 outubro 2017 - Carina Freitas, Pe

Da esquerda para a direita: Pedro Dias, Filipe Ribeiro e Carina Freitas 

publicado por carinafreitas às 14:13 link do post
24 de Outubro de 2017

Coro Infantil canta Carina Freitas.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi com muita surpresa e emoção que vi (via internet) o coro infantil da Associação Flores de Maio cantar a minha canção "Música é a minha paixão" no programa Madeira Viva da RTP Madeira (24 de outubro de 2017). Muitos Parabéns à associação pelos 31 anos e muito obrigada à Olivia Caldeira e ao Vírgílio Caldeira. Canção participante no Festival Infanto Juvenil da Madeira 2014, na voz de Beatriz Conduto.

 

Link para o video do programa:
https://www.rtp.pt/play/p3064/e312331/madeiraviva2017
 

 

Link para o Youtube

https://www.youtube.com/watch?v=F7OlNIgoIjo

 

publicado por carinafreitas às 01:08 link do post
19 de Outubro de 2017

Carina Freitas & Gonçalo Barradas - FNAC _ Músic

 

No dia 18 de Outubro de 2017, tive o prazer de apresentar em parceria com o Dr. Gonçalo Barradas, uma conferência sobre "Música, cérebro e emoção" na FNAC Madeira. Após a palestra, tivemos um apontamento musical com a cantoria lírica Ana Rita Nunes.

Aqui ficam algumas fotografias do evento:

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Link para os videos:

publicado por carinafreitas às 03:01 link do post
18 de Outubro de 2017

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publicado por carinafreitas às 19:30 link do post
18 de Outubro de 2017

carina Freitas e Gonçalo Barradas- imagem red.png

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gonçalo Barradas (Psicólogo Clínico, Mestre em Psicologia das Emoções e Doutorado em Psicologia da Música pela Universidade de Uppsala - Suécia) e Carina Freitas (Médica Pedopsiquiatra, Mestre em Neurociências, Doutoranda em Ciências Médicas e Neurociências na Universidade de Toronto - Canadá) vão falar hoje, na FNAC, sobre ‘Música, Cérebro e Emoções’ . Para antecipar a conferência que se realiza às 19h30, os dois especialistas madeirenses falaram ao DIÁRIO sobre o papel que desempenha a música nas emoções e na saúde humana.

A música desempenha mesmo um papel fundamental no nosso quotidiano, mesmo ao nível do bem-estar psíquico e físico?

Gonçalo Barradas (GB) - Sem dúvida que sim. Vários investigadores reconhecem os efeitos da música no bem-estar físico e psicológico dos ouvintes. Por exemplo, a activação de memórias episódicas através da música, poderá ajudar o ouvinte a reflectir em assuntos inacabados ou mesmo inspirá-lo a ultrapassar acontecimentos traumáticos através da reavaliação desses episódios. A música tem ainda influência em variáveis cardíacas e cerebrovasculares, diminui o stress e contribui significativamente para uma regulação emocional eficaz.

Como é que o cérebro reage à música?

Carina Freitas (CF) - A música e seus constituintes (ritmo, tempo, melodia, tonalidade, timbre, harmonia) são considerados estímulos auditivos. Estes viajam pelo canal auditivo externo, ouvido médio, cóclea, nervo auditivo e ascendem até ao córtex cerebral passando por vários núcleos. No nosso cérebro, a música activa vários sistemas: sensoriais, motores, cognitivos, emocionais e de recompensa. Ao contrário da linguagem, não existe um centro específico para a música, mas sim várias áreas distribuídas pelos dois hemisférios.

A música desempenha um papel preponderante nas nossas emoções?

GB - Para responder à sua pergunta será necessário elucidar que nem sempre um episódio musical resulta em emoção. E mesmo quando resulta, esta emoção irá depender de uma série de factores, como a personalidade do ouvinte, o contexto e a música em si. Nem sempre a emoção que percepcionamos corresponde à emoção que sentimos. Uma música poderá ser percepcionada como alegre, no entanto evocar uma tristeza profunda. Neste caso, em algum momento da vida do ouvinte, essa música poderá ter sido associada a um acontecimento traumático.

As reacções diferem consoante o estilo: por exemplo, música mais calma, acalma-nos e música mais mexida, deixa-nos agitados? Ou nem por isso?

GB - Se tivermos apenas em conta os factores constituintes da música (o ritmo, timbre, modo, etc.) facilmente ficamos com a ideia que sim. No entanto, para além da preferência e personalidade do ouvinte, é o mecanismo psicológico activado no preciso momento em que a música toca, que irá influenciar a sua resposta fisiológica ou emocional. Por exemplo, em determinado local (em casa) uma música percepcionada como calma, poderá relaxar o ouvinte, mas em outro ambiente (uma discoteca), essa mesma música poderá ser geradora de stress. Sabemos, no entanto, que quando o ritmo da música sincroniza com a nossa respiração e batimentos cardíacos, mais facilmente relaxará o ouvinte, o chamado entrainment.

Mas não é só nas emoções que a música tem influência. A música pode produzir efeitos terapêuticos?

CF - Exacto. Para clarificar, existem dois tipos de intervenções terapêuticas que utilizam a música: a musicoterapia (realizada por um musicoterapeuta) e a música-medicina, que é a audição de música pré-gravada. Podem ser usadas nas doenças do foro mental (depressão, esquizofrenia), na reabilitação neurológica (doença de Alzheimer, doença de Parkinson, Acidente Vascular Cerebral (AVC), afasia, dislexia, autismo) e durante o tratamento oncológico (quimioterapia).

O campo das neurociências da música está a dar os primeiros passos. A comunidade médica ainda encara esta área e os efeitos da música na saúde humana com cepticismo?

CF- A área das Neurociências da Música tem cerca de trinta anos. Tem avançado ao ritmo do progresso das técnicas de neuroimagem, que facilitam a compreensão dos mecanismos que o cérebro utiliza para processar a música em várias patologias. Na verdade, a música tem a capacidade de alterar a estrutura e funções cerebrais, isto é, é neuroplástica. Estes conhecimentos fornecem as bases científicas para a aplicação da musicoterapia e música-medicina em várias patologias. Por exemplo, na América e no Canadá, estas intervenções já estão integradas nos hospitais com toda a naturalidade.

Qual a principal mensagem que pretendem transmitir na conferência de hoje?

CF e GB - O principal objectivo da apresentação “Música, Cérebro e Emoção” é dar a conhecer, ao público presente, as áreas científicas da Psicologia e das Neurociências da Música, e respectivas abrangências e aplicações. Os temas são vastos, é impossível explorar em profundidade numa apresentação única. Contudo, preparámos um alinhamento cujos conhecimentos a serem transmitidos serão uma mais-valia para músicos, profissionais de saúde e amantes de música. São todos bem-vindos. O saber não ocupa lugar. A cereja em cima do bolo será a actuação da cantora lírica Ana Rita, que irá interpretar dois temas.

 

Link para a notícia:

http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/musica-que-faz-bem-a-mente-e-ao-corpo-BX2198838

Diario de noticias- Carina Freitas e Gonçalo Barr

 

publicado por carinafreitas às 13:13 link do post
17 de Outubro de 2017

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Logo - Madeira Viva.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia 17 de outubro tivemos a oportunidade de ir divulgar a nossa apresentação "Música, Cérebro e Emoção" no programa "Madeira Viva" da RTP Madeira apresentado por Sofia Relvas.

Carina Freitas e Gonçalo Barradas - RTP Madeira O

Carina Freitas e Gonçalo Barradas - RTP Madeira.j

 

Carina Freitas e Gonçao Barradas.JPG

RTP Madera - Carina Freitas , Gonçalo Barradas, S

 

 

publicado por carinafreitas às 12:16 link do post
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