29 de Outubro de 2017

O meu artigo de opinião publicado no dia 29 de outubro 2017 - no Jornal da Madeira

 

Memória musical preservada na Doença de Alzheimer

 

A Doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa, descrita pela primeira vez em 1907 pelo médico alemão Alois Alzheimer. É o tipo mais comum de demência e estima-se que existam cerca de 130 mil pessoas com Doença de Alzheimer em Portugal, 3000 na ilha da Madeira. Segundo os últimos dados publicados em julho na revista científica The Lancet existem 50 milhões de pessoas afetadas em todo o mundo, e prevê-se que este número aumente para 75 milhões em 2030 e 132 milhões em 2050.

Devido ao seu carácter neurodegenerativo, a Doença de Alzheimer provoca atrofia cerebral que se manifesta pelo declínio lento e progressivo das funções cognitivas (compreensão, orientação, atenção, raciocínio, linguagem e memória). Inicialmente, os doentes começam por perder a memória associada a factos mais recentes (memória a curto prazo), mas mantêm a memória para acontecimentos mais antigos (memória de longo prazo) até que, eventualmente, esta última também é atingida.

Um facto curioso referido por vários cuidadores é que muitos doentes com Alzheimer conseguem reconhecer e cantar melodias, ou apresentar fortes emoções ao ouvir canções associadas a momentos importantes nas suas vidas, apesar de não se lembrarem do nome dos seus familiares. Motivados para encontrar a explicação científica desta realidade, os neurocientistas do Instituto Max Planck na Alemanha descobriram, em 2015, que ao contrário de outros tipos de memórias, a memória musical de longo prazo está preservada nos doentes com Alzheimer. Primeiro, os investigadores identificaram duas áreas cerebrais (a porção anterior da circunvolução cingulada e a área motora suplementar) onde as memórias musicais são armazenadas nesta população clínica. Posteriormente, constataram que nestas mesmas regiões, a perda de neurónios e consequente atrofia cerebral ocorre de uma forma mais lenta e gradual, o que pode explicar a persistência de memórias musicais até às fases mais avançadas da doença.

Por este motivo, é de todo o interesse estimular os doentes de Alzheimer com música, seja através da musicoterapia ou da música-medicina (audição de música pré-gravada). Ambas são estratégias de reabilitação recomendáveis com benefícios já estabelecidos. A audição de músicas familiares e favoritas específicas para cada doente melhora o seu autorreconhecimento e reativa memórias e emoções. Em alguns casos, os doentes chegam a ser capazes de cantar, mesmo quando é-lhes quase impossível falar.

A Associação de Alzheimer de Toronto, no Canadá, distribuiu 10 mil iPods com playlists personalizadas, com o intuito dos doentes ouvirem as suas músicas favoritas durante o máximo de tempo possível. A implementação desta ideia apoiou-se no sucesso do projeto “Música e Memória”, realizado em Nova Iorque, a partir do qual foi produzido o documentário “Alive Inside” (www.aliveinside.us) e que retrata as experiências positivas após a audição de música pelos doentes de Alzheimer. Na Madeira, a delegação regional da Associação Alzheimer Portugal já disponibilizou, em 2013, sessões de musicoterapia em grupo. Neste momento são desenvolvidas algumas atividades musicais, incluídas nas sessões de estimulação cognitiva.

Não há cura para esta doença. Para além da medicação que atenua os sintomas, a estimulação cognitiva e as intervenções musicais parecem retardar o processo de degeneração na Doença de Alzheimer. 

 

Link para a página do Jornal da Madeira

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/629/Memoria_musical_preservada_na_Doenca_de_Alzheimer

 

Link para o documentário "Alive Inside" com legendas em Português

https://www.youtube.com/watch?v=81aCEdUknpA

 

 

publicado por carinafreitas às 23:53 link do post
24 de Outubro de 2017

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Foi com muita surpresa e emoção que vi (via internet) o coro infantil da Associação Flores de Maio cantar a minha canção "Música é a minha paixão" no programa Madeira Viva da RTP Madeira (24 de outubro de 2017). Muitos Parabéns à associação pelos 31 anos e muito obrigada à Olivia Caldeira e ao Vírgílio Caldeira. Canção participante no Festival Infanto Juvenil da Madeira 2014, na voz de Beatriz Conduto.

 

Link para o video do programa:
https://www.rtp.pt/play/p3064/e312331/madeiraviva2017
 

 

Link para o Youtube

https://www.youtube.com/watch?v=F7OlNIgoIjo

 

publicado por carinafreitas às 01:08 link do post
19 de Outubro de 2017

Carina Freitas & Gonçalo Barradas - FNAC _ Músic

 

No dia 18 de Outubro de 2017, tive o prazer de apresentar em parceria com o Dr. Gonçalo Barradas, uma conferência sobre "Música, cérebro e emoção" na FNAC Madeira. Após a palestra, tivemos um apontamento musical com a cantoria lírica Ana Rita Nunes.

Aqui ficam algumas fotografias do evento:

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Link para os videos:

publicado por carinafreitas às 03:01 link do post
18 de Outubro de 2017

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Gonçalo Barradas (Psicólogo Clínico, Mestre em Psicologia das Emoções e Doutorado em Psicologia da Música pela Universidade de Uppsala - Suécia) e Carina Freitas (Médica Pedopsiquiatra, Mestre em Neurociências, Doutoranda em Ciências Médicas e Neurociências na Universidade de Toronto - Canadá) vão falar hoje, na FNAC, sobre ‘Música, Cérebro e Emoções’ . Para antecipar a conferência que se realiza às 19h30, os dois especialistas madeirenses falaram ao DIÁRIO sobre o papel que desempenha a música nas emoções e na saúde humana.

A música desempenha mesmo um papel fundamental no nosso quotidiano, mesmo ao nível do bem-estar psíquico e físico?

Gonçalo Barradas (GB) - Sem dúvida que sim. Vários investigadores reconhecem os efeitos da música no bem-estar físico e psicológico dos ouvintes. Por exemplo, a activação de memórias episódicas através da música, poderá ajudar o ouvinte a reflectir em assuntos inacabados ou mesmo inspirá-lo a ultrapassar acontecimentos traumáticos através da reavaliação desses episódios. A música tem ainda influência em variáveis cardíacas e cerebrovasculares, diminui o stress e contribui significativamente para uma regulação emocional eficaz.

Como é que o cérebro reage à música?

Carina Freitas (CF) - A música e seus constituintes (ritmo, tempo, melodia, tonalidade, timbre, harmonia) são considerados estímulos auditivos. Estes viajam pelo canal auditivo externo, ouvido médio, cóclea, nervo auditivo e ascendem até ao córtex cerebral passando por vários núcleos. No nosso cérebro, a música activa vários sistemas: sensoriais, motores, cognitivos, emocionais e de recompensa. Ao contrário da linguagem, não existe um centro específico para a música, mas sim várias áreas distribuídas pelos dois hemisférios.

A música desempenha um papel preponderante nas nossas emoções?

GB - Para responder à sua pergunta será necessário elucidar que nem sempre um episódio musical resulta em emoção. E mesmo quando resulta, esta emoção irá depender de uma série de factores, como a personalidade do ouvinte, o contexto e a música em si. Nem sempre a emoção que percepcionamos corresponde à emoção que sentimos. Uma música poderá ser percepcionada como alegre, no entanto evocar uma tristeza profunda. Neste caso, em algum momento da vida do ouvinte, essa música poderá ter sido associada a um acontecimento traumático.

As reacções diferem consoante o estilo: por exemplo, música mais calma, acalma-nos e música mais mexida, deixa-nos agitados? Ou nem por isso?

GB - Se tivermos apenas em conta os factores constituintes da música (o ritmo, timbre, modo, etc.) facilmente ficamos com a ideia que sim. No entanto, para além da preferência e personalidade do ouvinte, é o mecanismo psicológico activado no preciso momento em que a música toca, que irá influenciar a sua resposta fisiológica ou emocional. Por exemplo, em determinado local (em casa) uma música percepcionada como calma, poderá relaxar o ouvinte, mas em outro ambiente (uma discoteca), essa mesma música poderá ser geradora de stress. Sabemos, no entanto, que quando o ritmo da música sincroniza com a nossa respiração e batimentos cardíacos, mais facilmente relaxará o ouvinte, o chamado entrainment.

Mas não é só nas emoções que a música tem influência. A música pode produzir efeitos terapêuticos?

CF - Exacto. Para clarificar, existem dois tipos de intervenções terapêuticas que utilizam a música: a musicoterapia (realizada por um musicoterapeuta) e a música-medicina, que é a audição de música pré-gravada. Podem ser usadas nas doenças do foro mental (depressão, esquizofrenia), na reabilitação neurológica (doença de Alzheimer, doença de Parkinson, Acidente Vascular Cerebral (AVC), afasia, dislexia, autismo) e durante o tratamento oncológico (quimioterapia).

O campo das neurociências da música está a dar os primeiros passos. A comunidade médica ainda encara esta área e os efeitos da música na saúde humana com cepticismo?

CF- A área das Neurociências da Música tem cerca de trinta anos. Tem avançado ao ritmo do progresso das técnicas de neuroimagem, que facilitam a compreensão dos mecanismos que o cérebro utiliza para processar a música em várias patologias. Na verdade, a música tem a capacidade de alterar a estrutura e funções cerebrais, isto é, é neuroplástica. Estes conhecimentos fornecem as bases científicas para a aplicação da musicoterapia e música-medicina em várias patologias. Por exemplo, na América e no Canadá, estas intervenções já estão integradas nos hospitais com toda a naturalidade.

Qual a principal mensagem que pretendem transmitir na conferência de hoje?

CF e GB - O principal objectivo da apresentação “Música, Cérebro e Emoção” é dar a conhecer, ao público presente, as áreas científicas da Psicologia e das Neurociências da Música, e respectivas abrangências e aplicações. Os temas são vastos, é impossível explorar em profundidade numa apresentação única. Contudo, preparámos um alinhamento cujos conhecimentos a serem transmitidos serão uma mais-valia para músicos, profissionais de saúde e amantes de música. São todos bem-vindos. O saber não ocupa lugar. A cereja em cima do bolo será a actuação da cantora lírica Ana Rita, que irá interpretar dois temas.

 

Link para a notícia:

http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/musica-que-faz-bem-a-mente-e-ao-corpo-BX2198838

Diario de noticias- Carina Freitas e Gonçalo Barr

 

publicado por carinafreitas às 13:13 link do post
17 de Outubro de 2017

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No dia 17 de outubro tivemos a oportunidade de ir divulgar a nossa apresentação "Música, Cérebro e Emoção" no programa "Madeira Viva" da RTP Madeira apresentado por Sofia Relvas.

Carina Freitas e Gonçalo Barradas - RTP Madeira O

Carina Freitas e Gonçalo Barradas - RTP Madeira.j

 

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RTP Madera - Carina Freitas , Gonçalo Barradas, S

 

 

publicado por carinafreitas às 12:16 link do post
16 de Outubro de 2017

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Noticia publicada no Diário de Noticias da Madeira a 16 de outubro 2017, sobre Agenda FNAC

A FNAC Madeira apresenta uma agenda cultural recheada com um rol de eventos que, com certeza, irão prender a atenção das pessoas.

O primeiro começa esta quarta-feira, pelas 19h30, com o ciclo de conversas ‘Música, cérebro e emoção’, que será proferido por Gonçalo Barradas e Carina Freitas. Uma sessão onde irão ser conhecidas as respostas emocionais à música e de como o cérebro as processa através de uma perspectiva das neurociências e da psicologia da música. Haverá um momento musical protagonizado por Ana Rita Nunes.

Já na sexta-feira haverá música ao vivo com os Blue Oak, cuja actuação está prevista para as 19h30. Refira-se que fazem parte da banda Babi Campos (voz), Francisco de Albuquerque (baixo, voz e viola acústica), Humberto Anjo (teclas), Geraldino Camacho (bateria), Bruno Lucas (guitarra eléctrica), Georgina Fernandes e Susana Martins (backvocals).

Ao som melódico do blues, do soul e do rock clássico a banda apresenta-se, desta forma, ao vivo para um showcase de estreia no Fórum FNAC.

Sábado, dia 21 de Outubro, realiza-se, pelas 17 horas, um evento infantil, intitulado ‘Hora do Conto, que tem como tema ‘O urso e a casa dos livros’ e que será protagonizado por Leda Pestana.

Também no sábado acontece, desta feita pelas 19 horas, o ciclo de conversas ‘Discutir a igualdade’ que terá como oradores Mariana Bettencourt e Joaquim Sousa, sendo este moderado por Bárbara Reis. Refira-se que nesta espécie de debate será dada voz às questões sobre igualdade na educação e de género.

No domingo, pelas 16h30, haverá novamente música ao vivo com os Ecomusicalis, que será abrilhantado por Filipe Teixeira e Emanuel Faria. Um projecto de música de natureza que promete cativar, uma vez que o Fórum FNAC estará decorado a rigor com motivos de floresta.

Os eventos são de entrada livre.

 

Link para a noticia:

http://www.dnoticias.pt/5-sentidos/fnac-realiza-ciclo-de-conversas-e-espectaculos-de-musica-ao-vivo-DK2185630

 

publicado por carinafreitas às 12:04 link do post
16 de Outubro de 2017

Carina Freitas & Gonçalo Barradas - FNAC _ MúsicNotícia publicada no Jornal da Madeira, a 16 de outubro de 2017:

Até domingo, a FNAC apresenta uma agenda cultural com vários eventos com ciclos de conversas e música.

No ciclo de conversas, “Música, cérebro e emoção, esta quinta-feira, às 19h30, com Gonçalo Barradas e Carina Freitas. Nesta sessão conhece as respostas emocionais à música, e como o cérebro as processa através de uma perspetiva das neurociências e da psicologia da música. Assiste a um apontamento musical com Ana Rita Nunes.

Depois, na sexta, pelas 19h30, música ao vivo, “Blue Oak”. Fazem parte da banda Babi Campos (voz), Francisco de Albuquerque (baixo, voz e viola acústica), Humberto Anjo (teclas) e Geraldino Camacho (bateria), Bruno Lucas (guitarra elétrica) e ainda Georgina Fernandes e Susana Martins (backvocals). 

Ao som melódicos do blues, do soul e do rock clássico a banda apresenta-se ao vivo para um showcase de estreia no Fórum FNAC. 

Leda Pestana, no sábado, pelas 17h00, vai proporcional um evento infantil, com a hora do conto, com “O urso e a casa dos livros”. Esta é a terceira de cinco 'Horas do Conto' muito especiais, e permite habilitar-se a ganhar um cartão oferta FNAC.

No sábado, pelas 19h00, novo ciclo de conversas, “Discutir a igualdade”, por Mariana Bettencourt e Joaquim Sousa, moderado por Bárbara Reis.

Há 1001 formas de discutir a igualdade. Para este debate em jeito de conversa aberta com o público, damos voz às questões sobre igualdade na educação e igualdade de género onde também poderás participar.

Música ao vivo com o “Ecomusicalis”, no domingo, pelas 16h30, por Filipe Teixeira e Emanuel Faria. O projeto de música de natureza promete uma atuação muito especial pois o Fórum FNAC estará decorado a rigor com motivos de floresta, gentilmente cedidos pela A Túlipa. 

 

Link para a notícia:

https://www.jm-madeira.pt/cultura/ver/17900/Semana_com_musica_na_FNAC

 

publicado por carinafreitas às 11:50 link do post
15 de Outubro de 2017

Printscreen Agenda FNAC - Música, Cérebro e Emo

 

Link para a página:

http://www.culturafnac.pt/musica-cerebro-e-emocao/

 

publicado por carinafreitas às 13:55 link do post
02 de Outubro de 2017

Meu artigo no Jornal da Madeira de 1 de outubro de 2017, a propósito do Dia Mundial da Música.

 

Link:

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/527/A_musica_e_a_medicina

 

A MÚSICA E A MEDICINA

 

No dia 1 de outubro comemora-se, desde 1975, o dia Mundial da Música. Aproveitando esta efeméride, gostaria de descrever algumas das relações existentes entre a música e a medicina, as minhas duas paixões.

Segundo a mitologia grega, os gregos escolheram o mesmo deus, Apolo, para ser o guardião destas duas artes. E não foi por acaso. A escolha baseou-se no facto de que os médicos (tal como os músicos) eram também considerados artistas, cuidando das dissonâncias que perturbavam a harmonia do corpo. A saúde nada mais era do que a harmonia entre o corpo e a alma, entre as diversas partes anatómicas do homem e a sua mente. Mais tarde, Esculápio, filho de Apolo, herdou o dom de ser deus da medicina, e continuou a manter a tradição, tratando as doenças com recurso aos sons da sua lira.

Não é novidade que a música é uma fonte inesgotável de prazer. A música faz-nos sentir bem e é, por isso mesmo, terapêutica. A música tem a capacidade de desencadear emoções que nos encantam, surpreendem, e que até nos viciam. Tudo com uma simplicidade e beleza inexplicáveis.

Hoje em dia existem dois tipos de intervenções terapêuticas que utilizam a música: a musicoterapia e a música-medicina. A musicoterapia é a intervenção mais antiga, mais conhecida e é praticada por um musicoterapeuta, que medeia a relação entre o paciente e a música. Já a música-medicina é um conceito relativamente recente, em que os profissionais de saúde utilizam a audição de música pré-gravada e seus constituintes (ritmo, tempo, tonalidade, timbre, melodia, harmonia e modo) como instrumento terapêutico, sem recorrer ao musicoterapeuta. A música por si só desencadeia respostas fisiológicas e psico-emocionais que podem aliviar sintomas e facilitar a regulação emocional.

Nos últimos anos tem havido um interesse crescente em utilizar a música-medicina na reabilitação neurológica. Graças aos avanços tecnológicos, as neurociências ofereceram um enorme contributo para a compreensão dos mecanismos cerebrais subjacentes ao processamento musical em várias patologias. Clarificaram como a música altera a estrutura e as funções cerebrais, e de como esta poderia ser usada terapeuticamente. Assim, métodos de reabilitação inovadores, baseados em música, têm sido desenvolvidos com o objetivo de melhorar diferentes défices: motores, cognitivos, linguagem, emocionais e sociais. Os estudos têm mostrado fiabilidade e eficácia em várias patologias, tais como: Parkinson, demências incluindo Alzheimer, acidente vascular cerebral (AVC), afasia, dislexia, autismo. É para mim motivo de satisfação e orgulho ter conhecimento que a equipa de investigação do NeuroRehab Lab, inserido na UMa/M-ITI, liderada pelo Dr. Sergi Bermúdez (Ph.D. Eng.), tem vindo a desenvolver tecnologias de reabilitação neurológica baseadas em música, com a colaboração do Serviço de Saúde da RAM, o que irá beneficiar pacientes com demências e AVC na Madeira.

Em resumo, não duvide que a música dá saúde. Já diz o ditado popular: “quem canta, seu mal espanta!” E porque hoje é o dia dela, viva a Música! 

Carina Freitas

publicado por carinafreitas às 02:05 link do post
27 de Setembro de 2017

Filipe Ribeiro e Carina Freitas - 27 de Setembro 2

Carina Freitas - FPTV - 27 de SEtembro de 2017.jpg

 

Hoje dia 27 de Setembro colaborei em mais um programa da FPTV/SIC Internacional "Haja Saúde", desta vez com o tema Perturbação do Comportamento e Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.

 

publicado por carinafreitas às 02:16 link do post
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