13 de Maio de 2019

Artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira no dia 12 de maio de 2019

Link:

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2472/Emergencias_medicas_em_voos_comerciais

 

Hoje vou partilhar uma situação ocorrida durante uma das minhas viagens transatlânticas, num voo noturno de 7 horas de duração, na companhia aérea SATA – Azores Airlines, entre Toronto e Lisboa. Após 4 horas de viagem, enfrentando turbulência mínima, noto uma assistente de bordo aflita, junto a uma passageira, e logo se ouviu o chefe de cabine perguntar se havia algum médico ou profissional de saúde a bordo. Levantei-me, identifiquei-me e ofereci-me para prestar assistência. A passageira estava inconsciente, estendida na parte traseira do avião, acompanhada pelo marido e por membros da tripulação. Na avaliação inicial, a senhora sexagenária apresentava pulso e respirava. Não estava em paragem cardio-respiratória. Tinha sofrido uma síncope (desmaio). Nisto, a hospedeira, a pedido do comandante, pergunta-me: “Doutora, estamos a 30 minutos de Ponta Delgada. Acha que devíamos divergir ou prosseguimos para Lisboa?” Bem, felizmente a senhora recuperou os sentidos, melhorou e cumprimos o plano de voo original.

O breve relato desta experiência serve de introdução ao tema sobre emergências médicas em voos comerciais. Segundo um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), em dezembro de 2018, a prevalência de emergências médicas é de 1 por cada 604 voos. Outras estimativas referem 24 a 130 ocorrências por 1 milhão de passageiros. As situações mais frequentes são as síncopes (32 %), seguidas dos sintomas gastrointestinais (náuseas e vómitos – 14,8 %) e em terceiro lugar os problemas respiratórios (10,1 %). Menos frequentes são os sintomas cardíacos e as crises epiléticas. A taxa de mortalidade é de 0,1 a 1 por 1 milhão de passageiros.

Apesar das limitações do ambiente de voo, as aeronaves estão apetrechadas com uma mala de primeiros socorros, a “mala do médico” (kit de emergência médica avançado - EMK) e o desfibrilhador automático externo (DAE). Os elementos da tripulação são obrigatoriamente treinados (anualmente) e estão preparados para reconhecer emergências e prestar socorro. Sabem realizar o suporte básico de vida (SBV) e manusear o DAE. Entre 1998-1999 a British Airways contabilizou 92 emergências por 1 milhão de passageiros. Destas, 70% foram resolvidas pela tripulação, sem requisitar ajuda médica. Nos casos mais graves e na presença de um médico, este pode abrir o EMK (após autorização do comandante), que contém equipamentos e medicação. Já foi estimado que há um médico a bordo em 40% das emergências, proporção que varia consoante a companhia aérea. A título de curiosidade, no início do desenvolvimento da indústria da aviação comercial americana, por volta de 1930, as assistentes de bordo da Boeing eram, obrigatoriamente, enfermeiras. Num negócio em expansão, elas foram os “anjos da guarda’, cruciais para acalmar os passageiros inexperientes. Atualmente, as companhias aéreas americanas têm contratos com médicos especialistas em terra (ground-based medical support - GBMS), que orientam nos casos graves. Se necessário, os serviços paramédicos auxiliam à chegada ao aeroporto e encaminham para o hospital.

Dado o envelhecimento da população mundial e um número crescente de passageiros com doenças crónicas, é previsível que a frequência de intercorrências médicas a bordo aumente, especialmente em viagens de longo curso. O piloto do avião é quem tem, sempre, a responsabilidade de decidir se diverge ou não da rota prevista, consoante a gravidade do caso.

Se vai viajar, tenha uma boa viagem! Como li algures, “no avião, o medo é passageiro. Voar é bom, mas pousar é bem melhor”!

publicado por carinafreitas às 19:08 link do post
10 de Maio de 2019

No dia 8 de Maio teve lugar na Escola Secundária jaime Moniz, o Sarau: Madeira 600 anos, no qual a minha canção" Naquela noite admirámos Madeira" a representar o Concelho do Funchal.

O Sarau foi organizado pelo Grupo Coral da Escola Secundária Jaime Moniz ESJM (liderado por Pedro Nóia) e com a colaboração do Laboratório de Guitarra da ESJM.

Agradeço ao Pedro Nóia a inclusão da minha canção.

foto- 600 anos - 8 de Maio 2019.jpg

 

 

publicado por carinafreitas às 19:12 link do post
28 de Abril de 2019

No dia 27 de abril teve lugar o 38º Festival da Canção Infantil da Madeira, na sala de Congressos do Casino da Madeira, uma organização do DSEAM, Secretaria da Educação, Região Autónoma da Madeira. A canção "Brincar ao faz de conta" foi a 4ª canção participante no festival. Com letra de Eva Lara Falcão, música de Carina Freitas e interpretada por Ana Beatriz Cabral. 

A canção está inserida no CD do 38ª Festival da Canção Infantil da Madeira, uma organização do DSEAM, Secretaria da Educação, Região Autónoma da Madeira.

 

Fotografias de Tony Ferreira (RTP- Madeira)

Ana Beatriz - 3 - fotos de Tony Ferreira - RTP Mad

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Ana Beatriz - 2.jpg

IMG_2478.JPG

 

Video da participação

 

 

publicado por carinafreitas às 19:29 link do post
24 de Abril de 2019

No dia 23 de abril de 2019, na sede da Direcção de Serviços de Educação Artística e Multimédia DSEAM, teve lugar a apresentação do livro-CD "Fantasia", que é o 5º volume da Coleção "20: poemas, músicas e ilustrações".

Tive o privilégio de apresentar o livro como co-autora de uma das canções integrantes do livro, e em representação dos autores. O evento contou com a presença do Diretor Regional da Educação (Dr. Marco Gomes) e do Diretor do DSEAM (Dr. Virgílio Caldeira).

Na mesma ocasião, foi apresentado o 38º festival da Canção Infantil da Madeira.

Fotografia (Créditos: Jornal da Madeira)

Foto - JMadeira1.jpeg

Marco Gomes, Carina Freitas e Virgílio Caldeira.j

 

Jornal da Madeira - dia 24 de abril 2019- noticia

Capa do Livro - CD Fantasia - 23 Abril 2019.jpg

 

Links para noticias:

https://www.dnoticias.pt/5-sentidos/14-criancas-disputam-sabado-o-festival-da-cancao-infantil-da-madeira-YG4668414#

https://www.jm-madeira.pt/palcos/ver/60147/Festival_da_Cancao_infantil_ja_produziu_mais_de_500_cancoes_com_fotos

 

Video da RTP Madeira

 

publicado por carinafreitas às 19:52 link do post
21 de Abril de 2019

Citações ao meu trabalho na área das neurociências da música:

 

Diário de Notícias da Madeira

Pela Mestre Patrícia Júlio, musicoterapeuta – dia 3 de março de 2019

“Quando as palavras já não chegam…”

https://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/musica-quando-as-palavras-ja-nao-chegam-HM4439966#

 

Programa televisivo “Histórias Clínicas” do Canal Saúde +

Citada pela Prof. Doutora Ana Cristina Vidal- PhD, Fisioterapeuta falando do tema “A música na dor e na reabilitação”

https://www.youtube.com/watch?v=VLQcFvn6u5s

 

Diário de Notícias da Madeira

Pelo Prof. Doutor Robert Andrés, musicólogo – 25 de outubro de 2018

“O segredo do “u” invertido”

https://www.dnoticias.pt/opiniao/artigos/o-segredo-do-u-invertido-EE3868969

 

RTP- Madeira – Antena 1 – com a jornalista Patrícia Casaca – 8 de outubro de 2018

Música ajuda a desenvolver as capacidades motoras

http://www.rtp.pt/madeira/sociedade/msica-ajuda-a-desenvolver-as-capacidades-motoras-_22540?fbclid=IwAR2BuE-cORBrGdLOwwLbzC425YvS3CFEHpdIuMlOD8xStEDoraMPe4RLNqU

 

Jornal da Madeira

Pelo Prof. Doutor Carlos Gonçalves, diretor do Conservatório de Música da Madeira – dia 14 de setembro de 2018

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/463/O_verdadeiro_amor_as_ARTES

 

Agradecimentos públicos como mentora na área da música

Diário de Notícias da Madeira – 16 de julho de 2018

Beatriz Caboz – cantora- vencedora do concurso “Mostra o que vales” do La Vie

https://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/beatriz-mostrou-o-que-vale-e-venceu-LC3422836

publicado por carinafreitas às 15:26 link do post
14 de Abril de 2019

Artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira a 14 de abril de 2019

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2371/Aceitar_os_imprevistos_e_a_impermanencia_da_vida 

 

Neste mês de abril, já tinha planeado escrever sobre um outro tema, mas um imprevisto (uma fratura no antebraço esquerdo) motivou uma reflexão, oportuna, sobre os contratempos e desafios da vida moderna. Ainda que, por momentos, tenhamos a ilusão que tudo é previsível e controlado, como dizia Ayrton Senna (1960-1994), piloto brasileiro, “a qualquer momento tudo pode mudar”. Somos frágeis, vulneráveis e mortais.

Segundo o dicionário Priberam da língua portuguesa, imprevisto é algo não previsto, súbito, que surpreende. Tal como o nome indica, é um acontecimento inesperado, que acontece de uma hora para a outra. Pode ser agradável e bem-vindo ou desagradável e indesejado. Em ambos os casos pode alterar o rumo da vida, de forma temporária, ou definitiva.

Quando o imprevisível acontece, em especial as surpresas desagradáveis, e consoante a gravidade, podemos “perder o chão”. Há uma fase inicial de desorientação, dormência e negação da situação. O confronto com a nova realidade revela-se duro. Seguem-se as reações emocionais de: tristeza, choro, medo, zanga; e sentimentos de: frustração, desamparo, vazio, solidão e insegurança. Neste período, é fundamental não se deixar abater pelas circunstâncias, e aceitar o que não podemos mudar. Uma atitude de aceitação autocompassiva é o segredo que nos devolve a paz de espírito.

Uma vez refeitos do tumulto emocional é hora de reagir! Como? Resgatando os nossos melhores recursos internos: uma mente positiva (nutrida por pensamentos otimistas, focada na superação) e uma coragem firme (orientada para a adaptação/recuperação rápida e reconstrução de novos caminhos e soluções). É necessário encarar as mudanças como algo natural da vida e a resiliência humana como uma vantagem biológica. Possuímos este potencial de resistir, reagir e superar os desafios com consistência e flexibilidade. Ultrapassar as adversidades obriga-nos a sair da zona de conforto, e a esclarecer quais são, afinal, as nossas prioridades na vida.

Nem tudo é, aparentemente, negativo. Na verdade, uma situação nova pode esconder uma bênção, uma lição, uma oportunidade de crescimento. É essencial tentar extrair algo positivo de todos os imprevistos. Quem sabe se uma dificuldade poderá despertar uma motivação extra pela conquista de um sonho antigo, e possibilitar ainda mais felicidade e realização? Ainda que não tenhamos a total compreensão dos mistérios da vida, é preciso acreditar que tudo tem uma razão de ser e que “há males que vêm por bem”. Se servir de consolo, numa futura situação semelhante, mais experientes e mais bem preparados, poderemos antecipar e minimizar riscos com mais tranquilidade, pois a “matéria” já foi compreendida e assimilada! Sejamos, por isso, sempre gratos!

Em suma, os imprevistos acontecem a todos, sem exceção e sem aviso. A qualquer momento, o movimento natural, incerto, e incontrolável da vida pode revelar-nos surpresas. O universo tanto nos oferece oportunidades fantásticas de materialização de sonhos há muito desejados, como nos “parte” os ossos, o coração e a alma. Aceitemos, sem resistência e sem apego, o fluxo da impermanência. Aprendamos a fluir e a extrair satisfação e felicidade em todos os momentos da nossa vida. Acredite e mantenha a fé e a esperança no futuro. Sabe porquê? “Porque o melhor ainda está por vir”!

publicado por carinafreitas às 13:46 link do post
18 de Março de 2019

Artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira no dia 17 de março de 2019

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2273/Intuicao_quando_o_coracao_tem_razoes_que_a_propria_razao_desconhece

 

A palavra intuição, deriva do latim intuitione, que significa “olhar para dentro”, contemplar, aceder ao conhecimento que está dentro de nós. Também é designada por sexto sentido, “voz interior”, pressentimento e, até, palpite. É uma capacidade inata, de difícil compreensão, que tem sido estudada, e definida, por várias disciplinas (sociologia, filosofia, psicologia, neurociências, noética) e doutrinas (esoterismo, espiritismo).

A psicologia descreve a intuição como uma forma de raciocínio inconsciente, automática, rápida, evolutivamente antiga e associada ao sistema límbico cerebral (área que processa as emoções). Pode ter diferentes classificações, que incluem o “óbvio” e a “Eureka”! Em todos os casos, ninguém consegue explicar o pensamento utilizado na resolução de um problema, inicialmente, complexo. É um saber, sem saber como! As neurociências descrevem a intuição como uma capacidade rápida de processamento de informação. O nosso cérebro, de forma a ajustar-se às situações, é preditivo, isto é, estabelece previsões, comparando constantemente as novas informações recebidas com os conhecimentos e memórias de experiências passadas. Desta comparação automática e inconsciente, nasce a intuição. Estudos na área da psicofisiologia demonstraram que o coração está, também, envolvido no processamento e descodificação de informações intuitivas. Parece que escutar o palpitar do nosso coração, evoca palpites! “O coração não fala, mas adivinha!”

Se pensarmos bem, cada experiência vivida, sentida e interiorizada, cria a nossa fonte única de sabedoria. É a nossa essência. A pessoa intuitiva usa este capital como uma ferramenta auxiliar de decisão, quer nas pequenas escolhas, quer nos grandes dilemas morais e encruzilhadas da vida. Deste modo, presta atenção ao seu mundo interior, escuta as suas emoções, sentimentos, insights e interpreta as sensações físicas ou “viscerais” (desconforto ou leveza), enquanto reflete nas possibilidades. Confiar na intuição é aceitar o conselho do coração. Será que palpita entusiasmado ou fraqueja desanimado? Uma perceção emocional pode criar a certeza numa escolha! Nada garante que seja a decisão mais acertada, mas é baseada na essência e valores pessoais, e sentida como verdadeira.

O que nos impede de seguir a intuição é o medo (de eventuais mudanças), o viés cultural contra as intuições e a necessidade de uma evidência ou explicação lógica. Por outro lado, a razão, ou raciocínio analítico, é lenta, consciente, controlada e confortável. A razão e a intuição são processos mentais complementares, inseparáveis, que funcionam num equilíbrio dinâmico. E a nossa vida balança nesta eterna, e delicada, dualidade!

Menciono alguns exemplos de profissões que valorizam e treinam a intuição: militares enfrentando, corajosamente, situações de combate; empresários e investidores arriscando palpites em decisões financeiras; cientistas, alguns deles laureados com o prémio Nobel, que confirmam lampejos de inspiração, que motivaram investigações pioneiras. Aliás, a intuição tem sido uma mais-valia no avanço do conhecimento. A Albert Einstein (1879-1955), considerado o maior intuitivo da história, são atribuídas duas frases: “não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é o da intuição” e “a mente intuitiva é um dom sagrado e a mente racional um servo fiel. Criamos uma sociedade que honra o servo e se esqueceu do dom”.

A intuição é um (b)ónus da criação! Todos a temos. Sintonize e confie na sua também! Merece ser feliz!

The balance_Christian Schloe.jpg

Imagem digital "The balance" - Chistian Schloe

publicado por carinafreitas às 01:49 link do post
24 de Fevereiro de 2019

No dia 24 de fevereiro de 2019, domingo, a convite do subdiretor do Diário de Notícias da Madeira, Roberto Ferreira, participei na rubrica Observatório sobre o tema Bullying.

Observatório de 24 de fevereiro de 2019-Carina Fr

 

 

publicado por carinafreitas às 14:19 link do post
17 de Fevereiro de 2019

Artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira a 17 de fevereiro de 2019

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2173/Sera_plagio_coincidencia_ou_criptomnesiaf 

 

Todos os anos, mais ao menos por esta altura, o canal da RTP apresenta as várias canções participantes no Festival da Canção, uma das quais será a grande vencedora, e a representante portuguesa ao Festival Eurovisão da Canção.

A edição do ano passado ficou marcada pela acusação de plágio a Diogo Piçarra, autor, compositor e intérprete do tema “Canção do fim”. Esta criação foi comparada a “Abre os meus olhos”, um cântico da Igreja Universal do Reino de Deus, editado em 1979. Além de negar qualquer intenção de plagiar, o artista ficou surpreendido pela semelhança entre as canções, à qual atribuiu “coincidência divina ou não”. A polémica instalou-se, com peritos musicais a analisarem e a compararem as duas obras. No final, o músico optou pela desistência, na participação na final do Festival, para não “alimentar” mais controvérsia, mas sempre de consciência tranquila.

O plágio é definido como o ato ou efeito de plagiar. É uma cópia ou reprodução, intencional, dissimulada, do todo ou de parte, da obra intelectual alheia, apresentando-a como original. O plagiador assume-se como autor da criação intelectual da obra e usufrui dos direitos de autor. O plágio é, pois, uma violação dos direitos morais e patrimoniais do verdadeiro autor, e implica a realização de uma perícia técnica, para comparação dos elementos comuns entre as obras envolvidas.

Qualquer denúncia de plágio, cria dúvidas acerca da integridade de um autor e compromete, e muito, a sua imagem e carreira. Contudo, em muitos casos, tem sido invocado “plágio inconsciente”, fenómeno cada vez mais estudado nas neurociências.

A criptomnésia (ou memória oculta) foi descrita pela primeira vez por Théodore Flournoy, um professor de psicologia suíço. Este termo é utilizado para descrever o plágio inadvertido, ou não intencional. Nesta situação, uma pessoa cria uma obra, pensando ser original, quando na verdade, já tinha sido exposta à ideia, que ficou armazenada na sua memória, em alguns casos durante anos, mas sem ter essa consciência. A ideia não é reconhecida como uma recordação de experiência passada, mas como uma criação inédita.

Na música, a avaliação do plágio está mais associada à cópia da melodia, apesar da obra musical ser, morfologicamente, a junção organizada de melodia, ritmo e harmonia. Várias canções podem ter a mesma harmonia, mas jamais a mesma melodia. O universo melódico está limitado a 12 sons, e por vezes na simplicidade da criação, podem existir semelhanças com manifestações musicais antigas.

Muitas das músicas plagiadas alcançam sucesso mundial, cuja divulgação internacional permite aos verdadeiros autores reconhecerem a cópia. A resolução destas situações difere consoante a gravidade do plágio e o êxito da canção. Há casos em que o autor aceita que tenha ocorrido uma coincidência. Noutros casos, o lesado avança para ação judicial e consegue que o seu nome seja incluído como coautor da obra plagiada, dividindo o mérito, os direitos e os royalties. Outros, ainda mais raros, conseguem acordos extrajudiciais sigilosos e milionários. A lista dos casos de plágio musical é extensa, e envolve grupos e artistas individuais, internacionais e nacionais.

Em resumo, o plágio é um ato totalmente reprovável, que mancha a credibilidade de um autor. Contudo, antes de formularmos qualquer juízo de valor, importa compreender, à luz dos novos conhecimentos neurocientíficos, que existem mecanismos inconscientes da memória que atraiçoam as melhores mentes criadoras.

publicado por carinafreitas às 01:53 link do post
09 de Fevereiro de 2019

No dia 7 de fevereiro, foi realizada a gravação, no estúdio do DSEAM, da canção "Brincar ao faz de conta" para o CD do 38º Festival da Canção Infantil da Madeira.

Com letra de Eva Lara Falcão, e música de Carina Freitas. O festival irá realizar-se no dia 27 de abril de 2019.

Agradecemos à Carolina Caires, autora e compositora pelo empenho e dedicação em preparar a solista para as gravações e festival.

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publicado por carinafreitas às 16:44 link do post
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