15 de Agosto de 2021

Deixo aqui o link para o artigo de opinião, publicado a 13 de agosto de 2021 -no Jornal da Madeira

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/5253/Acreditar_na_magia_da_vida

 

ACREDITAR NA MAGIA DA VIDA

A vida é uma contínua surpresa e realizamos, diariamente, cerca de 35 mil decisões. Possuímos o livre arbítrio, mas não sabemos, de antemão, se as nossas escolhas serão as mais acertadas. Por vezes, arriscamos a mudança, num salto de fé, acreditando em nós próprios e que o melhor da vida ainda está por vir. Acreditamos na magia da vida.

Acreditar e esperar um futuro melhor é um desejo perfeitamente normal. Contudo, por vezes, podemos deixarmo-nos levar por pensamentos mágicos, em que acreditamos que os nossos pensamentos, crenças, palavras ou ações podem alterar acontecimentos na realidade externa ou mundo físico.

Nas áreas da psicologia e da antropologia, o pensamento mágico é um raciocínio que atribui correlações entre ações e eventos, sem nenhuma prova empírica. Nesta categoria também se incluem os pensamentos religiosos e supersticiosos. São alguns exemplos: as crenças religiosas (ideia de intervenção divina no universo e na vida humana); a “dança da chuva” (um ritual executado pelos povos indígenas com a finalidade de propiciar chuvas); o uso de amuletos e rituais (para atrair a sorte); e a atribuição de um significado especial às coincidências e sincronias estranhas ou a uma relação entre coisas sem relação aparente.

Historicamente, o pensamento mágico desenvolveu-se a partir do momento em que o Homem adquiriu capacidade de abstração e criatividade. Os nossos antepassados, desde cedo, começaram a tentar arranjar explicações para os fenómenos da natureza (tais como trovoadas, tempestades, sismos) e essas explicações eram de natureza mágica.

Hoje em dia, é normal as crianças entre os 2 e os 7 anos apresentarem pensamento mágico, acreditando em personagens (fada dos dentes, Pai Natal, fantasmas), o que em alguns casos facilita a adaptação ao ambiente externo e também estimula o desenvolvimento da imaginação e da criatividade. Pessoas perfeitamente saudáveis, sem psicopatologia, usam este tipo de pensamento, porque dá sentido ao que não pode ser compreendido e permite-lhes viver com maior serenidade. Em boa verdade, há situações em que o pensamento mágico até é útil: acreditar no efeito de um medicamento (efeito placebo) e sentir melhorias; usar amuletos para aumentar a sensação de controle numa situação difícil, com redução da ansiedade. Claro, que em excesso, o pensamento mágico pode causar disfuncionalidade.

Segundo as neurociências, os pensamentos lógico e mágico são processados pelas mesmas estruturas cerebrais e da mesma forma. Uma possível explicação para esta semelhança esclarece que ambos os pensamentos respondem à mesma necessidade: formar modelos acerca do mundo que nos rodeia. E os dois modelos podem coexistir, de forma pacífica, na mesma pessoa (por exemplo: ser cientista e religioso).

Em conclusão: é normal querer dar um sentido à nossa existência, acreditando na magia da vida, e que “tudo acontece por uma razão”!

publicado por carinafreitas às 08:31 link do post
06 de Agosto de 2021

No passado dia 28 de Julho de 2021, tive a oportunidade de participar no Programa da RTP Madeira "Verão cá dentro" com apresentação de Catarina Fernandes e produção de Sandra Ferreira. Conversámos sobre música na adolescência e música em geral.

 

Aqui fica o link para o programa:

https://www.rtp.pt/play/p9068/e560485/verao-ca-dentro-2021?fbclid=IwAR073L1eZM8tHRBvgjx-WrodwwrWcyAod_oblsDy9hOXW0AjQwdbDAc8DYw

 

Canal Youtube:

 

 

 

publicado por carinafreitas às 16:05 link do post
20 de Julho de 2021

Partilho aqui o artigo de opinião publicado a 17 de julho de 2021 com o tema: "Ouvir música na adolescência: vital e inevitável".

 

Link para o Jornal da Madeira:

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/5166/Ouvir_musica_na_adolescencia_vital_e_inevitavel

 

A adolescência, do latim adolescere, que significa crescer, é um período de profundas transformações (físicas, psicológicas, cognitivas e sociais) em que o ser humano deixa de ser criança e entra na idade adulta. Durante esta transição para a adultícia, os jovens ultrapassam vários desafios no seu desenvolvimento: a progressiva autonomização e diferenciação da sua família, a formação de vínculos com os seus pares e o estabelecimento da sua identidade adulta (sexual, profissional/vocacional).

Segundo o psiquiatra português Daniel Sampaio, “o gosto intenso pela música é um sinal de entrada na adolescência”. De facto, a música faz parte da vida de todos os jovens, sendo que “ouvir música”, é descrita como a atividade de lazer mais comum na adolescência, que ocupa cerca de 4 horas diárias dos jovens. Na verdade, é a etapa da vida em que os seres humanos consomem mais música. Mais, a audição das músicas de preferência de cada indivíduo, ativa circuitos cerebrais associados ao prazer e à recompensa, que promovem a repetição deste comportamento musical.

Seja só ou em grupo, o adolescente relaciona-se com a música por diversas razões: sociais (sensação de pertença a um grupo); psico-emocionais (regulação das emoções, auto-expressão, construção de identidade); cognitivas (aumento da concentração) e espirituais (busca por inspiração).

Nesta etapa da vida, a música estimula a socialização porque aproxima os membros de um grupo, e as preferências musicais, grupos e cantores preferidos dos jovens oferecem modelos de identificação (pelo vestuário, apresentação e comportamento). É através da música que os jovens procuram um meio de se afirmarem na sociedade.

Um estudo português revelou que 92,3% dos adolescentes ouve música todos os dias e quase 91% referiu a influência da mesma no seu estado de espírito. Outra investigação realizada com jovens portugueses mostrou que para 30% deles a música é importante na sua vida, e para outros 50% é mesmo muito importante. Dado que a música a ser ouvida é escolhida em função do estado de ânimo do momento, podemos intuir que a música tem uma função biológica importante, que é facilitar a regulação emocional do ouvinte (promover, modular e conservar emoções).

Segundo um relatório de 2019 da Organização Mundial de Saúde, os problemas de saúde mental afetam 16% dos indivíduos entre os 10 e 19 anos. Para além dos tratamentos convencionais já estabelecidos (psicoterapia e psicofarmacologia), a musicoterapia tem o potencial de complementar os recursos terapêuticos para as psicopatologias mais frequentes na adolescência (problemas emocionais e comportamentais). Os estudos científicos têm demonstrado que as intervenções musicoterapêuticas apresentam benefícios, que permanecem a longo prazo: melhoram a autoestima e a interação social, e diminuem o isolamento social, os sintomas ansiosos e depressivos, seja em jovens em contexto de regime de internamento ou em regime de tratamento ambulatório. De facto, a música é um meio privilegiado de expressar e partilhar emoções. “Onde as palavras falham, a música fala” já escrevia Hans Christian Andersen (1805-1875).

Em conclusão, a música é um estímulo auditivo indissociável do dia-a-dia do adolescente, importante para o seu desenvolvimento psico-emocional e social, e que apresenta efeitos terapêuticos duradouros. Relembro que deve evitar-se ouvir música “alta”, ou seja, com a intensidade (volume) muito elevada, pois é prejudicial à audição.

publicado por carinafreitas às 16:44 link do post
07 de Julho de 2021

No dia 6 de Julho de 2021 foi assinado o protocolo entre o SESARAM, EPERAM e o Conservatório - Escola de Artes da Madeira.

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O Serviço de Saúde Regional e o Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, Eng. Luiz Peter Clode, assinaram hoje um protocolo de cooperação, para a introdução das artes na saúde.

 

O protocolo segue três parâmetros fundamentais. O Artístico - para a realização de intervenções musicais pelos alunos do Conservatório com o objetivo de humanizar o ambiente hospitalar, salvaguardando que não se enquadram no âmbito terapêutico, reservado a profissionais com formação específica na área da arteterapia, musicoterapia, musico-medicina e psicologia da música.

 

O Científico - para a realização de um estudo sobre as principais doenças profissionais que afetam os artistas da Região Autónoma da Madeira, bem como, o perfil das suas necessidades de saúde.

 

A Assistência clínica - para assegurar a resposta a necessidades assistenciais decorrentes do exercício profissional do artista (músico, ator, dançarino).

O Secretário Regional da Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho, afirmou que a criação deste protocolo no âmbito educativo possibilita “mais uma área de intervenção por parte dos alunos e professores”, mostrando a relevância das artes e da música no “equilíbrio e bem-estar” do utente, que se encontra numa situação “mais fragilizada” do ponto de vista de saúde.

 

O Secretario Regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, reforçou a importância do trabalho realizado por ambas as secretarias e a necessidade de “humanizar a prestação de cuidados” aos utentes.

 

“Foi mais um passo em frente na modernização, no desenvolvimento, no uso da capacidade de diferenciação dos nossos profissionais”, disse.

 

O projeto “Artes na Saúde” já está inserido no sistema de saúde e a responsável pelo mesmo é a médica pedopsiquiatra do SESARAM, Carina Freitas.

Na cerimónia da assinatura marcaram presença a Presidente do Conselho de Administração do SESARAM, as Direções Técnicas e o Diretor do Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, Eng. Luiz Peter Clode que assinaram este protocolo, homologado pelos secretários regionais.

 

Links para as notícias:

https://www.jm-madeira.pt/regiao/ver/134075/SESARAM_desenvolve_consulta_das_Artes_Performativas?fbclid=IwAR3MV4uk_0AMPdOQdaEd39fKiRLaypi0lDZt407qonLiWJC28vyxno8_uK0
 
 
Site do Governo Regional

https://www.madeira.gov.pt/Governo-Regional-Madeira/ctl/Read/mid/4829/InformacaoId/112439/UnidadeOrganicaId/9/CatalogoId/0

 
Antena 1da RDP - Diário Regional de 6 de julho de 2021 (Reportagem dos 2,50' até 4,30)
https://www.rtp.pt/play/p1138/e556152/diario-regional?fbclid=IwAR1H3289M_A3GqzJhVpm3kjgKjGlyK7NWAOTlCDM-UAqETYZq0ptk_Fs8AE
 
 
Diário de Notícias:
https://www.dnoticias.pt/2021/7/6/268040-sesaram-vai-criar-consulta-de-medicina-das-artes-performativas/?fbclid=IwAR3VnKEzfgsUkXJmBve97AquEEAN5ct9kMIsxfLRq9AVd9MWKEbVBdIxCPo#
 
 
publicado por carinafreitas às 16:57 link do post
02 de Junho de 2021

No dia 1 de Junho de 2021, Dia da Criança, tive a oportunidade de colaborar com o Diário de Noticias, que este ano, o tema incidiu sobre a pandemia.

1 de junho de 2021 - Diário de Noticias - Pandemi

 

 

publicado por carinafreitas às 16:48 link do post
22 de Maio de 2021

Hoje foi publicado no Jornal da Madeira o meu artigo de opinião sobre "A importância dos avós".

 

Aqui fica o link e o texto:

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/4985/A_importancia_dos_avos

 

A importância dos avós

A pandemia e respetivas medidas de segurança, determinadas pelas autoridades de saúde, afastaram, provisoriamente, os avós da restante família, em especial do contacto com os seus netos. Apesar das soluções encontradas para minimizar esta “desvinculação” forçada, tais como as novas formas virtuais de comunicação e as estratégias de convívio com distanciamento, o isolamento social e o desamparo emocional impactaram a saúde mental das famílias.

O desconfinamento gradual, previsto e desejado, é o período de reencontro entre as diferentes gerações. Convém realçar que um vínculo seguro entre avós e netos é um privilégio para todos, laço este, que deve ser lembrado, incentivado e protegido.

Os avós de hoje vivem mais tempo, são mais saudáveis e têm maior disponibilidade para a convivência com os netos. Estão numa etapa de vida em que podem aproveitar melhor o tempo passado com os netos, comparativamente ao tempo livre passado com os seus próprios filhos. Na relação com os seus “mais que tudo”, os avós podem assumir diferentes papéis: companheiros, conselheiros, educadores e até figura primária de vinculação.

Para os avós, o relacionamento com os netos proporciona muitos benefícios, sobretudo emocionais, onde a satisfação, alegria e diversão, transformam os momentos juntos em memórias especiais. O convívio com uma geração mais nova, estimula também uma certa “renovação pessoal”, pois sentem-se mais jovens e atualizados. Do ponto de vista social, os avós sentem-se úteis e valorizados, pela responsabilidade de cuidar de uma criança, demonstrando que a sua experiência de vida é válida e importante.

Para as crianças, a convivência com os avós estimula o seu desenvolvimento global. No âmbito emocional, os avós oferecem um porto seguro, amor, mimos, atenção e muita paciência. São uma referência familiar, fonte de histórias, guardiões dos segredos e das memórias da família. São eles que fornecem um sentimento de pertença, e que dão sentido à própria existência dos netos. Os avós refletem a disponibilidade de estar, escutar, encorajar e ainda transmitem conhecimentos e habilidades. A cumplicidade que se estabelece entre as duas gerações une e fortalece a família.

Em algumas situações, os avós, além de fonte de afeto, são o suporte financeiro da família, especialmente quando os pais estão desempregados. Não menos raro, alguns avós assumem, sempre que lhes seja possível e necessário, o papel de principais cuidadores, quando os pais estão ausentes ou incapazes (por morte, doença, divórcio, emigração, detenção) de cuidar das suas crianças.

Como é natural em todos os relacionamentos, nada é perfeito! Por vezes podem surgir dificuldades na relação entre avós e pais, devido ao excessivo envolvimento dos avós na vida dos netos. Por isso, é importante que os avós respeitem os seus filhos, no papel de pais, e que as crianças aprendam que pais e avós cumprem papéis diferentes, mas complementares.

publicado por carinafreitas às 09:42 link do post
25 de Abril de 2021

Foi publicado no Jornal da Madeira, a 24 de abril de 2021, o meu artigo de opinião sobre "Um testemunho sobre o dia 25 de abril de 1974".

 

Aqui fica o link e o texto:

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/4895/Um_testemunho_do_dia_25_de_abril_de_1974

Fotografia papa - 25 de abril de 1974.jpg

 

Um testemunho do dia 25 de abril de 1974

O feriado nacional no dia 25 de abril, denominado como “Dia da Liberdade” marca e celebra a Revolução dos Cravos ocorrida a 25 de abril de 1974. Nessa data o Movimento das Forças Armadas (MFA) liderou um golpe de Estado militar que depôs o regime ditatorial do Estado Novo.

Este acontecimento chave na história de Portugal é referenciado nos manuais escolares, para que as novas gerações nunca esqueçam o que custou a liberdade. Para além desta fonte de informação, ouvir e ler os testemunhos de quem viveu este dia, de forma intensa, é uma forma privilegiada de aprender. Nascida após o 25 de abril de 1974, partilho convosco a experiência do meu pai, militar durante a Revolução.

Arnaldo Rosa de Freitas, mais conhecido na tropa por Rosa, foi incorporado no 2º turno de 1973, em Abril, apresentando-se em Mafra para o Curso de Oficiais Milicianos. Feita a 1ª parte da recruta cadete, com a duração de 3 meses, foi em seguida, em Julho, para o quartel de Lamego, instalações que formam os conhecidos “Rangers”. Nesta formação na especialidade sofreu um acidente que o levou a um longo internamento, de vários meses, no Hospital Militar do Porto.

Em abril de 1974 teve alta hospitalar e veio à Madeira visitar a família. Recuperado e com a ordem de se apresentar na sua unidade em Lamego, saiu da Madeira no dia 23 de abril, num voo de 4,5 horas, num avião militar com destino a Lisboa. Pernoitou na capital e no dia seguinte, dia 24 de abril, apanhou o comboio para o Porto e seguidamente para o Peso da Régua. Apresentou-se finalmente em Lamego, após uma longa maratona desde o Funchal.

Nessa noite lembra-se de algumas particularidades que lhe chamaram a atenção, sendo a mais relevante o facto de alguns colegas do 1º turno, entretanto já instrutores, andarem com rádios, o que não era autorizado no ano anterior. Tentou saber o que se passava e foi-lhe confidenciado que haveria uma “operação forte” nessa noite, e seriam necessários rádios. Até aqui não estranhou, até porque era normal fazerem-se provas de surpresa na formação, e tinha realizado 3 destas operações antes de sair acidentado. Nessa altura, o irmão do meu pai, o meu tio Pedro também estava a fazer o curso em Lamego, e o meu pai foi visitá-lo na camarata. Este estava muito apreensivo porque tinham deixado as armas na parada, e estas tinham desaparecido. Mais tarde, vieram a saber que tinha sido uma companhia do Porto que tinha levado as armas preparadas para a revolução. As desconfianças do meu pai ficaram sanadas quando o comandante da unidade o informou que não poderia ficar no quartel e que, na madrugada do dia seguinte, o levariam a Peso da Régua para apanhar comboio com rumo a Lisboa e apresentação em Mafra novamente. Entretanto, as rádios lançaram a senha da revolução (a canção “E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho), que deu o sinal para a saída das tropas dos quartéis.

Pela manhã do dia 25 de abril, quando chegou à estação do Porto - Campanhã já havia muita confusão de militares e civis, e só se lembra de comprar uma sandes e querer entrar no comboio com destino a Lisboa. Chegado à estação de Santa Apolónia, e no percurso até ao Martim Moniz, onde tinha ligação de autocarro para Mafra, a situação era bem diferente, com ruas cheias de gente “alucinada”, montras partidas, carros vandalizados e euforia desmedida. A farda já era uma bandeira, as pessoas saudavam e gritavam frases de vitória e “abaixo o fascismo”. À tarde chegou a Mafra e descreve um alvoroço de movimento de carros e cadetes, a se prepararem para saírem para Lisboa. Já havia cravos nas espingardas. O meu pai acabou fazendo patrulha nos arredores de Mafra, em jipe, e armado com a espingarda G3. Esta é a experiência da revolução do meu pai, “um 25 de abril praticamente em trânsito”, como costuma dizer.

publicado por carinafreitas às 09:52 link do post
10 de Abril de 2021

Já está disponível o link para o vídeo da Conferência TEDx - Funchal.

Agradeço à organização pelo convite e oportunidade de falar sobre este tema "ConSENTIR a música na Medicina".

 

Link do Youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=BBwQXXr82eA

 

 

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publicado por carinafreitas às 15:18 link do post
09 de Abril de 2021

No dia 27 de março foi exibido o programa da RTP Madeira, previamente gravado, "Músicas da minha vida". com produção de Nelson Correia, apresentação de Sofia relva Borges e Miguel Pires, no qual participei.

 

Link para a visualização do programa:

https://www.rtp.pt/play/p7742/e533705/musicasdaminhavida?fbclid=IwAR26tq_X814Wp2Qhf6QMiE5dmooO11WWabU22c6QLZW8M2CgnTzVsaeIwH4

 

Com miguel Pires e Sofia Relva Borges.jpg

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Fotos de Miguel Pires e Tony Ferreira

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publicado por carinafreitas às 11:30 link do post
28 de Março de 2021

No dia 27 de março de 2021 escrevi o  artigo de opinião sobre "As músicas da nossa vida" para o Jornal da Madeira

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/4808/As_musicas_da_nossa_vida

AS MÚSICAS DA NOSSA VIDA

A RTP Madeira estreou em setembro de 2020, um programa de entretenimento intitulado “Músicas da minha vida”, produzido por Nelson Correia e apresentado por Sofia Relva Borges em parceria com Miguel Pires (músico residente do programa). Durante cerca de 60 minutos, a entrevista flui, tendo como fio condutor as músicas previamente escolhidas pelos convidados, músicas estas que são reproduzidas numa versão intimista, cuidadosamente ensaiadas pelo “nosso” pianista e cantor.

Tive o prazer de participar no 23º episódio deste programa, cujo convite agradeço. A gravação ocorreu em Janeiro, e preparei, como solicitado pela produção, a minha playlist, ou seja, a lista das canções da minha vida. Curiosamente, a elaboração desta lista personalizada de canções (baseada nas preferências e recordações musicais) é, por outras palavras, a nossa história ou anamnese musical, exatamente a mesma lista, que é realizada durante a 1ª sessão de avaliação em musicoterapia, com o objetivo de conhecer a identidade sonoro-musical do paciente.

De facto, as músicas relevantes da nossa vida, estão associadas a pessoas, datas, lugares e eventos, e têm impacto pelas memórias que evocam, e emoções que provocam (positivas ou negativas). É natural e expectável preferirmos ouvir canções que nos evocam recordações positivas, mas também pode dar-se o caso de ouvirmos, inesperadamente, e fora do nosso controlo e vontade, uma música que reaviva acontecimentos dolorosos da nossa história. Por exemplo, se eu ouvir a canção “Candle in the Wind” de Elton John, lembro-me da morte trágica da Princesa Diana, falecida no mesmo dia do meu avô materno, a 31 de agosto de 1997.

A audição das músicas da nossa preferência produz efeitos terapêuticos, e pode ser utilizada em contexto individual e hospitalar. Individualmente, no nosso dia-a-dia, podemos ouvir a nossa playlist com vários benefícios. Enumero alguns: 1) nível físico - alívio da dor como áudio-analgésico e como hipnótico para combater a insónia; 2) nível psíquico - regulação emocional, relaxamento e promoção do bem-estar, transformando o nosso estado de ânimo; 3) nível social - fator de coesão e identidade grupal; 4) espiritual – como inspiração e motivação que nos eleva e transmuta.

Em contexto hospitalar, a música de preferência ou familiar, incluída nas intervenções de musicoterapia ou música-medicina, pode ser aplicada de várias formas, das quais destaco: 1) como “música ambiente” para proporcionar uma atmosfera familiar, previsível, com diminuição do desconforto e medo; 2) como analgesia no trabalho de parto, pós-operatório ou durante a realização de procedimentos invasivos e tratamentos oncológicos (quimioterapia e radioterapia); 3) como ferramenta de reabilitação neurológica no AVC; 4) como sedativo nos pacientes internados em unidades de cuidados intensivos (UCI).

A música familiar é também um estímulo poderoso nos indivíduos com doença de Alzheimer, dado que a memória musical é a última a ser afetada nesta doença. Quem não se lembra do vídeo viral, comovente, da bailarina espanhola Marta Cinta, internada num lar de idosos, que ao ouvir a música do compositor Tchaikovsky relembrou a coreografia que tinha feito para o “Lago dos Cisnes” como primeira bailarina em Nova Iorque?

Em conclusão, ouvir as músicas que mais gostamos pelo prazer que nos proporcionam é um comportamento de autocuidado e preservação. Se ainda não fez, crie a lista das músicas da sua vida e consuma-as. A vida é um álbum de canções!

 

publicado por carinafreitas às 11:29 link do post
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