11 de Maio de 2020

Artigo de opinião publicado a 10 de maio de 2020 no Jornal da Madeira sobre: Ser amável é tão agradável

 

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3737/Ser_amavel_e_tao_agradavel

 

Nesta altura peculiar em que vivemos, mais do que nunca, precisamos de ter esperança e sermos amáveis, uns com os outros, mas, principalmente, connosco mesmos.

A amabilidade é uma qualidade que revela gentileza, e nos torna dignos de sermos amados. Relaciona-se com a bondade, atributo que pode ser definido como uma inclinação inata para sentir compaixão e, o ato espontâneo, profundo e ético, para promover o bem.
    A importância da bondade foi explorada cientificamente por Charles Darwin (1809-1882). Este naturalista inglês considerava que os sentimentos e comportamentos de amor, compaixão e cuidado eram vantagens biológicas para o ser humano, pois permitiam a sobrevivência da espécie. Sobrevive não o mais forte, mas o que tem maior rede de apoio e que identifica e oferece ajuda ao próximo. Somos mais fortes ligados uns aos outros, do que sozinhos. Curiosamente, esta visão converge com uma citação de Platão (428-348 a.C.): “Procurando o bem para os nossos semelhantes, encontraremos o nosso”.
    Entretanto, as neurociências demonstraram que o nosso cérebro está “programado” para praticar a bondade ou o altruísmo. Somos naturalmente bondosos, mas esta qualidade precisa de ser treinada e cultivada. Por outro lado, ao assistirmos a atos de generosidade, somos “contagiados” e impelidos para imitar e ajudar.
    Alguns estudos neurocientíficos, classificam a bondade em duas categorias: estratégica e genuína. Ambas ativam os centros de recompensa cerebrais. A bondade estratégica é aquela em que existe a oportunidade ou a expectativa de benefícios (retribuição de favor, promoção da reputação, etc.) em consequência da sua decisão em ajudar ou doar. Por outro lado, a bondade genuína ou altruísmo, aquela cuja única motivação é sentir-se bem, e em que não se beneficia de nada em troca (“fazer o bem sem olhar a quem”), ativa ainda uma área cerebral localizada no córtex cingulado anterior, mostrando que o processamento deste tipo de bondade é único. Para o próprio, o altruísmo aumenta a felicidade (pela produção de dopamina e endorfinas) e conduz à “elevação” moral e espiritual.
    As sociedades podem desenvolver ou destruir a tendência natural para a bondade, assim como para outros valores morais. A título de exemplo, relembro a campanha “Ser amável é tão agradável”, implementada em todas as escolas da RAM, em 1992, quando eu era adolescente. Foi um projeto da Secretaria Regional da Educação, Juventude e Emprego da Madeira, que incutia esta qualidade, da amabilidade/bondade, através do livro homónimo, marcadores de livros, autocolantes e de uma canção, alegre, com letra de Margarida Camacho e Lígia Brazão e música de Carlos Gonçalves.
    A mensagem positiva (“Ser amável é ser feliz!”) criava sorrisos, satisfação e uma sensação de bem-estar na comunidade educativa. A escola respirava felicidade e a aprendizagem era um prazer.
    Em suma, quando os indivíduos, as famílias e as sociedades cultivam a bondade, tornam-se mais fortes, vivem mais felizes, iluminam o mundo e enobrecem-nos como espécie.

 

Canção: Ser amável

 

publicado por carinafreitas às 13:27 link do post
01 de Maio de 2020

A convite da Associação Académica dos Estudantes de Medicina de Coimbra, participei no WorldMed II, a explicar o acesso à especialidade médica no Canadá.

WhatsApp Image 2020-04-30 at 15.56.02.jpeg

WhatsApp Image 2020-04-30 at 15.55.57.jpeg

 

 

publicado por carinafreitas às 13:40 link do post
15 de Março de 2020

Artigo de opinião publicado a 15 de março de 2020 no Jornal da Madeira sobre: COVID-19 Um por todos e todos por um

 

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3540/COVID-19_Um_por__todos_e_todos_por_um

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, no passado dia 11 de março, o estado de pandemia do novo coronavírus. Estamos a viver uma emergência de saúde pública internacional.

Neste momento, em Portugal, os casos infetados têm vindo a aumentar todos os dias, de forma quase exponencial. Isto deve-se ao elevado risco de contágio do SARS- CoV-2, transmitido por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados. O vírus transmite-se por gotículas microscópicas libertadas pelo nariz ou boca, que podem ser projetadas até alguma distância quando tossimos ou espirramos. A doença causada por este vírus chama-se COVID-19 e atinge o sistema respiratório. A maioria das pessoas infetadas (cerca de 80-85%) apresenta sintomas ligeiros a moderados (febre, tosse, e falta de ar) e recuperam. Contudo, em casos mais graves, o coronavírus pode causar pneumonia, com insuficiência respiratória e outras complicações (falência renal), e eventual morte. Nestes casos mais graves, quando os pulmões ficam debilitados, são necessários ventiladores para assegurar respiração mecânica.

A doença COVID-19 ainda não tem tratamento, mas pode ser prevenida com medidas simples, que devem ser cumpridas, individualmente, por todos os cidadãos. O governo e as autoridades de saúde recomendaram medidas de saúde pública, de caráter urgente, temporárias, para abrandar a potencial transmissão comunitária do vírus, na esperança de conter a infeção, ganhar tempo e, em última instância, evitar o colapso dos sistemas de saúde (por recursos limitados e exaustão dos profissionais).

O combate a esta crise global exige responsabilidade, sacrifício e colaboração de todos. Situações excecionais exigem medidas excecionais! Para superar este desafio coletivo urge cumprir as recomendações, ainda que possam ser sentidas como restritivas e pouco populares. Nunca é demais relembrar alguns comportamentos de segurança e proteção pessoal:
1. Reforçar as medidas de higiene: lavagem frequente das mãos, evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos. Limpeza dos utensílios utilizados. A lavagem das mãos é a medida mais eficaz de prevenção;
2. Respeitar a etiqueta respiratória: tossir para a dobra do cotovelo, ou para lenço de papel e deitá-lo fora, proteger os outros das gotículas da fala, espirro e tosse;
3. Contenção social ao estritamente necessário: confinamento no domicílio, sem visitas, limite dos contactos sociais ao mínimo. Saída apenas para ir à farmácia ou ao supermercado. Manter distância e proteger os indivíduos mais vulneráveis à COVID-19 (idosos, grávidas ou portadores de doenças crónicas: asmáticos, diabéticos, hipertensos, oncológicos, etc.) do contágio involuntário, pelo maior risco de complicações;
4. Estar atento e ser solidário com os vizinhos e indivíduos menos autónomos;
5. Vigiar os sintomas como tosse, febre, falta de ar, fraqueza generalizada e em caso de suspeita de infeção contactar as autoridades de saúde através das linhas de apoio telefónicas: Madeira 800 242420, Açores 808 246024 e Portugal Continental 808 242424;
6. Manter-se informado consultando fontes credíveis de informação, como o site da DGS https://covid19.min-saude.pt/;
    A famosa frase de Alexandre Dumas (1802-1870), “um por todos e todos por um” nunca fez tanto sentido. É altura da humanidade se unir numa só missão: vencer a COVID-19. Mais vale prevenir do que remediar!

 

publicado por carinafreitas às 13:30 link do post
10 de Março de 2020

No dia 9 de março de 2020, participei no Programa "Madeira Viva" da RTP Madeira, para falar um pouco sobre as Neurociências da Música.

O programa é teve apresentação de Xana Abreu e produção de Sandra Ferreira.

Agradeço o convite! É sempre um prazer falar sobre este tema.

89257178_866518643794612_4346475417146753024_n.jpg

89516256_1134861083523860_2099126864617406464_n.jp

 

 

publicado por carinafreitas às 10:29 link do post
16 de Fevereiro de 2020

Artigo de opinião publicado a 16 de fevereiro de 2020 no Jornal da Madeira sobre:

O Autismo e a Neurodiversidade

 

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3445/O_Autismo_e_a_Neurodiversidade?fbclid=IwAR0CmpaFUvV1NXcflz160T0LSNL23IClbIfPE21a73lIeC6hrpkxlRy5ohw

 

Nos últimos anos temos assistido à proliferação dos movimentos da neurodiversidade, em parte, devido à maior visibilidade dada a esta temática por parte dos media, principalmente após o lançamento do livro “Neurotribos: o legado do autismo e o futuro da neurodiversidade” do jornalista científico Steve Silberman, em 2015. Mas o que é, afinal, a neurodiversidade e quem são os indivíduos considerados “neurodiversos”?

O termo neurodiversidade foi descrito em 1998 pela australiana Judy Singer, socióloga, autista e ativista, que classificou certas condições neurológicas (por exemplo: o autismo) como variações naturais da diversidade humana, e não como doenças ou perturbações. Da mesma forma que existem pessoas de diferentes raças, géneros, cores de olhos, tipos de cabelo, também existem diferentes cérebros e predisposição neurológica (funções: cognitivas, afetivas e percetivas). Para esta investigadora o desenvolvimento neurológico atípico (neurodivergente) para os padrões convencionais de normalidade é um acontecimento biologicamente natural, e necessário. Baseando-se na teoria da evolução de Charles Darwin (1809-1912), em que a variabilidade intra-espécie é crucial para evolução, a neurodiversidade é, um subconjunto da biodiversidade, central para o sucesso da espécie humana.

O conceito de neurodiversidade engloba indivíduos com várias patologias do neurodesenvolvimento: Perturbação do Espectro do Autismo (PEA), Perturbação de Hiperatividade de Défice de Atenção (PHDA), Perturbação do Desenvolvimento Intelectual, dislexia, dispraxia, discalculia; e outras patologias neurológicas e psiquiátricas. Os indivíduos autodenominados neurodiversos consideram-se neurologicamente diferentes.

A globalização do conceito de neurodiversidade, devido à internet e às novas formas de comunicação eletrónica, facilitou a emergência do movimento da neurodiversidade. Este movimento foi muito apoiado pela comunidade autista (doentes e seus familiares), especialmente aqueles que se sentiam marginalizados. O logotipo da neurodiversidade (símbolo de infinito colorido) foi criado por indivíduos autistas. O lema deste movimento internacional de direitos civis é a consciencialização, aceitação, celebração e valorização da identidade de cada um. No caso do autismo, privilegia-se o ser autista, em detrimento do ter autismo, pois “não é possível dissociar a pessoa do autismo” (Jim Sinclair).

Em oposição ao modelo médico, que procura prevenir e intervir o mais precocemente em patologias como o autismo, os defensores do movimento da neurodiversidade rejeitam a cura para estas “diferenças neurológicas”. Defendem a normalidade neurológica e colocam diferentes grupos de indivíduos como minorias em termos de poder, representatividade e acesso social. A motivação destes ativistas é facilitar o apoio necessário à expressão da diversidade humana, promovendo: redes de suporte, serviços focados na inclusão, tecnologias de apoio à comunicação, apoio a residências de vida independente e criação de condições de trabalho. 

A maioria dos pais e público em geral apoia o modelo médico que categoriza o autismo como doença. Nesta disputa pelo estatuto ontológico do autismo: doença ou diferença, o mais sensato será transcender a dicotomia (modelo médico versus neurodiversidade) e potenciar o melhor dos dois modelos. Porque cada ser é único e especial!

 

publicado por carinafreitas às 11:10 link do post
23 de Janeiro de 2020

No dia 25 de janeiro de 2019 foi publicado o meu artigo de opinião sobre:

O impacto dos programas de entretenimento na literacia em saúde

 

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3366/Impacto_dos_programas_de_entretenimento_na_literacia_em_saude?fbclid=IwAR2vdm_XiWB2RmMmyKAvd8bZkzmQGswMtwJs5rT-apSCJDZzgz7F11ELbps

 

Os canais de televisão e as plataformas de transmissão online (como a Netflix) exibem vários géneros de programas, que diferem no conteúdo e na finalidade. Estes programas incluem: noticiários, documentários, reality shows, concursos, telenovelas, filmes, séries de TV, etc. As séries de ficção médicas, como por exemplo “Serviço de Urgência” (1994-2009), “Dr. House” (2004-2012), “Clínica Privada” (2007-2013), “Anatomia de Grey” (2005-) ou “Chicago Med” (2015-) atraem grande interesse do público porque são simultaneamente uma fonte de entretenimento e uma fonte de informação sobre saúde.

Estas séries de ficção tiveram a sua origem na América, nos anos 60, altura em que os médicos eram retratados como heróis, como o “Dr.Kildare”. Em 1994, as séries “Serviço de Urgência” e “Chicago Hope” marcaram uma nova era televisiva devido ao maior cuidado no realismo médico (introduzindo o jargão médico) e melhor consistência e qualidade dramática dos enredos. Para tal, médicos e outros profissionais de saúde foram contratados para integrar a equipa de argumentistas ou para prestar serviços de consultadoria técnica.

Em 1998, no auge do sucesso, a série “Serviço de Urgência” atraía 48 milhões de espectadores por semana. Apesar de já não ser emitida, os 158 milhões de subscritores dos serviços da Netflix, garantem o acesso e a visualização dos episódios gravados. A popularidade deste tipo de séries é indiscutível, sendo que, em 2015, “Grey´s Anatomy” era o programa mais visto de quinta-feira à noite pelos adultos (entre os 18 e os 34 anos).

Ao longo dos diferentes episódios (e temporadas) são abordados casos médicos fictícios ou baseados em casos reais. Os temas de saúde apresentados expõem, geralmente, dramas relacionados com: doação de órgãos, doenças sexualmente transmissíveis, violência doméstica, contraceção de emergência, doença terminal, obesidade, patologia cardíaca, capacidade dos doentes para participarem em decisões médicas, etc. É também transmitida informação sobre sistemas e seguros de saúde, baseada na realidade americana. Os telespectadores, para além de acompanharem a história pessoal dos personagens da série, são expostos passivamente a informações de saúde e bem-estar.

Estudos científicos investigaram o impacto da exposição destas séries médicas na literacia em saúde do público alvo. Ficou demonstrado que facilitam a aquisição de conhecimentos, perceções, competências e comportamentos de saúde. No geral, estes programas influenciam e capacitam as populações para hábitos de vida saudáveis. Por exemplo, foi constatada maior preocupação e procura pela medição e avaliação da tensão arterial, após um episódio onde foram descritos os perigos da hipertensão arterial.

Por outro lado, os estudos também mostraram que estas séries criam expectativas pouco realistas sobre o impacto das intervenções médicas nos prognósticos das doenças. Por exemplo, a taxa de sobrevivência após uma ressuscitação cardiorrespiratória nas séries é muito superior às taxas de sobrevivência documentadas na literatura médica.

Não há dúvida que estas séries de entretenimento fornecem informações importantes sobre saúde, e que inspiram muitos jovens adultos a seguir o sonho da medicina e da enfermagem. Contudo, dada a sua popularidade e previsão de continuidade, é recomendável que apostem na qualidade das histórias relatadas, visto que a desinformação pode propiciar a procura desnecessária, e consequente sobrecarga, dos profissionais e respetivos serviços de saúde.

 

publicado por carinafreitas às 10:55 link do post
31 de Dezembro de 2019

Listagem dos artigos de opinião de 2019:

 

22 de janeiro de 2019

Programa de Prescrição Social: uma (r)evolução na Saúde

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2091/Programas_de_prescricao_social_uma_revolucao_na_saude

 

17 de fevereiro de 2019

Será plágio, coincidência ou criptomnésia

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2173/Sera_plagio_coincidencia_ou_criptomnesiaf

 

17 de março 2018

Intuição: quando o coração tem razões que a própria razão desconhece

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2273/Intuicao_quando_o_coracao_tem_razoes_que_a_propria_razao_desconhece

 

14 de abril de 2019

Aceitar os imprevistos e a impermanência da vida

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2371/Aceitar_os_imprevistos_e_a_impermanencia_da_vida

 

12 de maio de 2019

Emergências médicas em voos comerciais

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2472/Emergencias_medicas_em_voos_comerciais

 

9 de junho de 2019

Relações entre música e autismo

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2570/Relacoes_entre_a_musica_e_o_autismo?fbclid=IwAR1GHcwovLmpLKI4bo0HjituJiiJ03N8AA5wjcAPx1Y_mHceybYkLaLcC80

 

7 de julho de 2019

Quando a meditação ajuda a (sobre)viver

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2672/Quando_a_meditacao_ajuda_a_sobre_viver?fbclid=IwAR1a_rlKsCgW6B24oJPH5L4t_cRohmDOgIMPJMlR8NdyQIEroTKf0KRVQGA

 

4 de agosto de 2019

Meditação Mindfulness: o que diz a ciência

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2772/Meditacao_Mindfulness_o_que_diz_a_ciencia?fbclid=IwAR3-_9v2E73LfhSRq_Y3fuJusfUqowymtzsLoxE_VW7sNSU3gmP7ffNuiUk

 

1 de setembro de 2019

“Se sabe falar, sabe cantar” - Competência Musical

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2866/Se_sabe_falar_sabe_cantar_%E2%80%93%20_competencia_musical?fbclid=IwAR14d2srFfoo6SBwaE9YYCwciUtiHWEBpBc-i6wVx9XwDcUfpIHzPeNDygo

 

29 de setembro de 2019

Síndrome do Impostor

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2968/Sindrome_do_Impostor?fbclid=IwAR0zQ2Z6A8-1VPMaxEUHuEv82dkgs8OloKbjZarzVZL5FNbXU7VENVBV2KQ

 

27 de outubro de 2019

Efeito Mozart: Mito ou realidade?

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3061/Efeito_Mozart__%E2%80%93_mito_ou_realidadef?fbclid=IwAR01uXHzUhAWSIT42PvxN54MWqg1GW8pCxKZg-R-t1QmV_X6mf7FjoSAluE

 

24 de novembro de 2019

Serviços de Saúde para imigrantes - Modelo Canadiano

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3154/Servicos_de_saude_para_imigrantes__%E2%80%93_modelo_canadiano?fbclid=IwAR3fQKyjVfbWVCyHLad8lQRVbF-uHuIBL9B-Vf1SUDQwv4cwIbb8vBdjL7A

 

22 de dezembro de 2019

“Happy Holidays” – o respeito pela diversidade

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3251/Happy_Holidays_-_o_respeito_pela_diversidade?fbclid=IwAR0m7biqeHINR9zT6OUtTcYiTIpDTsBmEpcfyJ3vVia9UR0He6hQzj97i5Q

publicado por carinafreitas às 10:48 link do post
13 de Maio de 2019

Artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira no dia 12 de maio de 2019

Link:

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2472/Emergencias_medicas_em_voos_comerciais

 

Hoje vou partilhar uma situação ocorrida durante uma das minhas viagens transatlânticas, num voo noturno de 7 horas de duração, na companhia aérea SATA – Azores Airlines, entre Toronto e Lisboa. Após 4 horas de viagem, enfrentando turbulência mínima, noto uma assistente de bordo aflita, junto a uma passageira, e logo se ouviu o chefe de cabine perguntar se havia algum médico ou profissional de saúde a bordo. Levantei-me, identifiquei-me e ofereci-me para prestar assistência. A passageira estava inconsciente, estendida na parte traseira do avião, acompanhada pelo marido e por membros da tripulação. Na avaliação inicial, a senhora sexagenária apresentava pulso e respirava. Não estava em paragem cardio-respiratória. Tinha sofrido uma síncope (desmaio). Nisto, a hospedeira, a pedido do comandante, pergunta-me: “Doutora, estamos a 30 minutos de Ponta Delgada. Acha que devíamos divergir ou prosseguimos para Lisboa?” Bem, felizmente a senhora recuperou os sentidos, melhorou e cumprimos o plano de voo original.

O breve relato desta experiência serve de introdução ao tema sobre emergências médicas em voos comerciais. Segundo um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), em dezembro de 2018, a prevalência de emergências médicas é de 1 por cada 604 voos. Outras estimativas referem 24 a 130 ocorrências por 1 milhão de passageiros. As situações mais frequentes são as síncopes (32 %), seguidas dos sintomas gastrointestinais (náuseas e vómitos – 14,8 %) e em terceiro lugar os problemas respiratórios (10,1 %). Menos frequentes são os sintomas cardíacos e as crises epiléticas. A taxa de mortalidade é de 0,1 a 1 por 1 milhão de passageiros.

Apesar das limitações do ambiente de voo, as aeronaves estão apetrechadas com uma mala de primeiros socorros, a “mala do médico” (kit de emergência médica avançado - EMK) e o desfibrilhador automático externo (DAE). Os elementos da tripulação são obrigatoriamente treinados (anualmente) e estão preparados para reconhecer emergências e prestar socorro. Sabem realizar o suporte básico de vida (SBV) e manusear o DAE. Entre 1998-1999 a British Airways contabilizou 92 emergências por 1 milhão de passageiros. Destas, 70% foram resolvidas pela tripulação, sem requisitar ajuda médica. Nos casos mais graves e na presença de um médico, este pode abrir o EMK (após autorização do comandante), que contém equipamentos e medicação. Já foi estimado que há um médico a bordo em 40% das emergências, proporção que varia consoante a companhia aérea. A título de curiosidade, no início do desenvolvimento da indústria da aviação comercial americana, por volta de 1930, as assistentes de bordo da Boeing eram, obrigatoriamente, enfermeiras. Num negócio em expansão, elas foram os “anjos da guarda’, cruciais para acalmar os passageiros inexperientes. Atualmente, as companhias aéreas americanas têm contratos com médicos especialistas em terra (ground-based medical support - GBMS), que orientam nos casos graves. Se necessário, os serviços paramédicos auxiliam à chegada ao aeroporto e encaminham para o hospital.

Dado o envelhecimento da população mundial e um número crescente de passageiros com doenças crónicas, é previsível que a frequência de intercorrências médicas a bordo aumente, especialmente em viagens de longo curso. O piloto do avião é quem tem, sempre, a responsabilidade de decidir se diverge ou não da rota prevista, consoante a gravidade do caso.

Se vai viajar, tenha uma boa viagem! Como li algures, “no avião, o medo é passageiro. Voar é bom, mas pousar é bem melhor”!

publicado por carinafreitas às 19:08 link do post
10 de Maio de 2019

No dia 8 de Maio teve lugar na Escola Secundária jaime Moniz, o Sarau: Madeira 600 anos, no qual a minha canção" Naquela noite admirámos Madeira" a representar o Concelho do Funchal.

O Sarau foi organizado pelo Grupo Coral da Escola Secundária Jaime Moniz ESJM (liderado por Pedro Nóia) e com a colaboração do Laboratório de Guitarra da ESJM.

Agradeço ao Pedro Nóia a inclusão da minha canção.

foto- 600 anos - 8 de Maio 2019.jpg

 

 

publicado por carinafreitas às 19:12 link do post
28 de Abril de 2019

No dia 27 de abril teve lugar o 38º Festival da Canção Infantil da Madeira, na sala de Congressos do Casino da Madeira, uma organização do DSEAM, Secretaria da Educação, Região Autónoma da Madeira. A canção "Brincar ao faz de conta" foi a 4ª canção participante no festival. Com letra de Eva Lara Falcão, música de Carina Freitas e interpretada por Ana Beatriz Cabral. 

A canção está inserida no CD do 38ª Festival da Canção Infantil da Madeira, uma organização do DSEAM, Secretaria da Educação, Região Autónoma da Madeira.

 

Fotografias de Tony Ferreira (RTP- Madeira)

Ana Beatriz - 3 - fotos de Tony Ferreira - RTP Mad

Ana Beatriz Cabral - 8 anos.jpg

Ana Beatriz - 2.jpg

IMG_2478.JPG

 

Video da participação

 

 

publicado por carinafreitas às 19:29 link do post
Maio 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
Posts mais comentados
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
comentários recentes
Olá Vanice. Obrigada pelo seu contacto. Vou enviar...
Olá! Sou estudante de música e regente de coro inf...
blogs SAPO