10 de Março de 2020

No dia 9 de março de 2020, participei no Programa "Madeira Viva" da RTP Madeira, para falar um pouco sobre as Neurociências da Música.

O programa é teve apresentação de Xana Abreu e produção de Sandra Ferreira.

Agradeço o convite! É sempre um prazer falar sobre este tema.

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publicado por carinafreitas às 10:29 link do post
16 de Fevereiro de 2020

Artigo de opinião publicado a 16 de fevereiro de 2020 no Jornal da Madeira sobre:

O Autismo e a Neurodiversidade

 

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3445/O_Autismo_e_a_Neurodiversidade?fbclid=IwAR0CmpaFUvV1NXcflz160T0LSNL23IClbIfPE21a73lIeC6hrpkxlRy5ohw

 

Nos últimos anos temos assistido à proliferação dos movimentos da neurodiversidade, em parte, devido à maior visibilidade dada a esta temática por parte dos media, principalmente após o lançamento do livro “Neurotribos: o legado do autismo e o futuro da neurodiversidade” do jornalista científico Steve Silberman, em 2015. Mas o que é, afinal, a neurodiversidade e quem são os indivíduos considerados “neurodiversos”?

O termo neurodiversidade foi descrito em 1998 pela australiana Judy Singer, socióloga, autista e ativista, que classificou certas condições neurológicas (por exemplo: o autismo) como variações naturais da diversidade humana, e não como doenças ou perturbações. Da mesma forma que existem pessoas de diferentes raças, géneros, cores de olhos, tipos de cabelo, também existem diferentes cérebros e predisposição neurológica (funções: cognitivas, afetivas e percetivas). Para esta investigadora o desenvolvimento neurológico atípico (neurodivergente) para os padrões convencionais de normalidade é um acontecimento biologicamente natural, e necessário. Baseando-se na teoria da evolução de Charles Darwin (1809-1912), em que a variabilidade intra-espécie é crucial para evolução, a neurodiversidade é, um subconjunto da biodiversidade, central para o sucesso da espécie humana.

O conceito de neurodiversidade engloba indivíduos com várias patologias do neurodesenvolvimento: Perturbação do Espectro do Autismo (PEA), Perturbação de Hiperatividade de Défice de Atenção (PHDA), Perturbação do Desenvolvimento Intelectual, dislexia, dispraxia, discalculia; e outras patologias neurológicas e psiquiátricas. Os indivíduos autodenominados neurodiversos consideram-se neurologicamente diferentes.

A globalização do conceito de neurodiversidade, devido à internet e às novas formas de comunicação eletrónica, facilitou a emergência do movimento da neurodiversidade. Este movimento foi muito apoiado pela comunidade autista (doentes e seus familiares), especialmente aqueles que se sentiam marginalizados. O logotipo da neurodiversidade (símbolo de infinito colorido) foi criado por indivíduos autistas. O lema deste movimento internacional de direitos civis é a consciencialização, aceitação, celebração e valorização da identidade de cada um. No caso do autismo, privilegia-se o ser autista, em detrimento do ter autismo, pois “não é possível dissociar a pessoa do autismo” (Jim Sinclair).

Em oposição ao modelo médico, que procura prevenir e intervir o mais precocemente em patologias como o autismo, os defensores do movimento da neurodiversidade rejeitam a cura para estas “diferenças neurológicas”. Defendem a normalidade neurológica e colocam diferentes grupos de indivíduos como minorias em termos de poder, representatividade e acesso social. A motivação destes ativistas é facilitar o apoio necessário à expressão da diversidade humana, promovendo: redes de suporte, serviços focados na inclusão, tecnologias de apoio à comunicação, apoio a residências de vida independente e criação de condições de trabalho. 

A maioria dos pais e público em geral apoia o modelo médico que categoriza o autismo como doença. Nesta disputa pelo estatuto ontológico do autismo: doença ou diferença, o mais sensato será transcender a dicotomia (modelo médico versus neurodiversidade) e potenciar o melhor dos dois modelos. Porque cada ser é único e especial!

 

publicado por carinafreitas às 11:10 link do post
23 de Janeiro de 2020

No dia 25 de janeiro de 2019 foi publicado o meu artigo de opinião sobre:

O impacto dos programas de entretenimento na literacia em saúde

 

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3366/Impacto_dos_programas_de_entretenimento_na_literacia_em_saude?fbclid=IwAR2vdm_XiWB2RmMmyKAvd8bZkzmQGswMtwJs5rT-apSCJDZzgz7F11ELbps

 

Os canais de televisão e as plataformas de transmissão online (como a Netflix) exibem vários géneros de programas, que diferem no conteúdo e na finalidade. Estes programas incluem: noticiários, documentários, reality shows, concursos, telenovelas, filmes, séries de TV, etc. As séries de ficção médicas, como por exemplo “Serviço de Urgência” (1994-2009), “Dr. House” (2004-2012), “Clínica Privada” (2007-2013), “Anatomia de Grey” (2005-) ou “Chicago Med” (2015-) atraem grande interesse do público porque são simultaneamente uma fonte de entretenimento e uma fonte de informação sobre saúde.

Estas séries de ficção tiveram a sua origem na América, nos anos 60, altura em que os médicos eram retratados como heróis, como o “Dr.Kildare”. Em 1994, as séries “Serviço de Urgência” e “Chicago Hope” marcaram uma nova era televisiva devido ao maior cuidado no realismo médico (introduzindo o jargão médico) e melhor consistência e qualidade dramática dos enredos. Para tal, médicos e outros profissionais de saúde foram contratados para integrar a equipa de argumentistas ou para prestar serviços de consultadoria técnica.

Em 1998, no auge do sucesso, a série “Serviço de Urgência” atraía 48 milhões de espectadores por semana. Apesar de já não ser emitida, os 158 milhões de subscritores dos serviços da Netflix, garantem o acesso e a visualização dos episódios gravados. A popularidade deste tipo de séries é indiscutível, sendo que, em 2015, “Grey´s Anatomy” era o programa mais visto de quinta-feira à noite pelos adultos (entre os 18 e os 34 anos).

Ao longo dos diferentes episódios (e temporadas) são abordados casos médicos fictícios ou baseados em casos reais. Os temas de saúde apresentados expõem, geralmente, dramas relacionados com: doação de órgãos, doenças sexualmente transmissíveis, violência doméstica, contraceção de emergência, doença terminal, obesidade, patologia cardíaca, capacidade dos doentes para participarem em decisões médicas, etc. É também transmitida informação sobre sistemas e seguros de saúde, baseada na realidade americana. Os telespectadores, para além de acompanharem a história pessoal dos personagens da série, são expostos passivamente a informações de saúde e bem-estar.

Estudos científicos investigaram o impacto da exposição destas séries médicas na literacia em saúde do público alvo. Ficou demonstrado que facilitam a aquisição de conhecimentos, perceções, competências e comportamentos de saúde. No geral, estes programas influenciam e capacitam as populações para hábitos de vida saudáveis. Por exemplo, foi constatada maior preocupação e procura pela medição e avaliação da tensão arterial, após um episódio onde foram descritos os perigos da hipertensão arterial.

Por outro lado, os estudos também mostraram que estas séries criam expectativas pouco realistas sobre o impacto das intervenções médicas nos prognósticos das doenças. Por exemplo, a taxa de sobrevivência após uma ressuscitação cardiorrespiratória nas séries é muito superior às taxas de sobrevivência documentadas na literatura médica.

Não há dúvida que estas séries de entretenimento fornecem informações importantes sobre saúde, e que inspiram muitos jovens adultos a seguir o sonho da medicina e da enfermagem. Contudo, dada a sua popularidade e previsão de continuidade, é recomendável que apostem na qualidade das histórias relatadas, visto que a desinformação pode propiciar a procura desnecessária, e consequente sobrecarga, dos profissionais e respetivos serviços de saúde.

 

publicado por carinafreitas às 10:55 link do post
31 de Dezembro de 2019

Listagem dos artigos de opinião de 2019:

 

22 de janeiro de 2019

Programa de Prescrição Social: uma (r)evolução na Saúde

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2091/Programas_de_prescricao_social_uma_revolucao_na_saude

 

17 de fevereiro de 2019

Será plágio, coincidência ou criptomnésia

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2173/Sera_plagio_coincidencia_ou_criptomnesiaf

 

17 de março 2018

Intuição: quando o coração tem razões que a própria razão desconhece

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2273/Intuicao_quando_o_coracao_tem_razoes_que_a_propria_razao_desconhece

 

14 de abril de 2019

Aceitar os imprevistos e a impermanência da vida

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2371/Aceitar_os_imprevistos_e_a_impermanencia_da_vida

 

12 de maio de 2019

Emergências médicas em voos comerciais

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2472/Emergencias_medicas_em_voos_comerciais

 

9 de junho de 2019

Relações entre música e autismo

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2570/Relacoes_entre_a_musica_e_o_autismo?fbclid=IwAR1GHcwovLmpLKI4bo0HjituJiiJ03N8AA5wjcAPx1Y_mHceybYkLaLcC80

 

7 de julho de 2019

Quando a meditação ajuda a (sobre)viver

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2672/Quando_a_meditacao_ajuda_a_sobre_viver?fbclid=IwAR1a_rlKsCgW6B24oJPH5L4t_cRohmDOgIMPJMlR8NdyQIEroTKf0KRVQGA

 

4 de agosto de 2019

Meditação Mindfulness: o que diz a ciência

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2772/Meditacao_Mindfulness_o_que_diz_a_ciencia?fbclid=IwAR3-_9v2E73LfhSRq_Y3fuJusfUqowymtzsLoxE_VW7sNSU3gmP7ffNuiUk

 

1 de setembro de 2019

“Se sabe falar, sabe cantar” - Competência Musical

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2866/Se_sabe_falar_sabe_cantar_%E2%80%93%20_competencia_musical?fbclid=IwAR14d2srFfoo6SBwaE9YYCwciUtiHWEBpBc-i6wVx9XwDcUfpIHzPeNDygo

 

29 de setembro de 2019

Síndrome do Impostor

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2968/Sindrome_do_Impostor?fbclid=IwAR0zQ2Z6A8-1VPMaxEUHuEv82dkgs8OloKbjZarzVZL5FNbXU7VENVBV2KQ

 

27 de outubro de 2019

Efeito Mozart: Mito ou realidade?

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3061/Efeito_Mozart__%E2%80%93_mito_ou_realidadef?fbclid=IwAR01uXHzUhAWSIT42PvxN54MWqg1GW8pCxKZg-R-t1QmV_X6mf7FjoSAluE

 

24 de novembro de 2019

Serviços de Saúde para imigrantes - Modelo Canadiano

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3154/Servicos_de_saude_para_imigrantes__%E2%80%93_modelo_canadiano?fbclid=IwAR3fQKyjVfbWVCyHLad8lQRVbF-uHuIBL9B-Vf1SUDQwv4cwIbb8vBdjL7A

 

22 de dezembro de 2019

“Happy Holidays” – o respeito pela diversidade

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/3251/Happy_Holidays_-_o_respeito_pela_diversidade?fbclid=IwAR0m7biqeHINR9zT6OUtTcYiTIpDTsBmEpcfyJ3vVia9UR0He6hQzj97i5Q

publicado por carinafreitas às 10:48 link do post
13 de Maio de 2019

Artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira no dia 12 de maio de 2019

Link:

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2472/Emergencias_medicas_em_voos_comerciais

 

Hoje vou partilhar uma situação ocorrida durante uma das minhas viagens transatlânticas, num voo noturno de 7 horas de duração, na companhia aérea SATA – Azores Airlines, entre Toronto e Lisboa. Após 4 horas de viagem, enfrentando turbulência mínima, noto uma assistente de bordo aflita, junto a uma passageira, e logo se ouviu o chefe de cabine perguntar se havia algum médico ou profissional de saúde a bordo. Levantei-me, identifiquei-me e ofereci-me para prestar assistência. A passageira estava inconsciente, estendida na parte traseira do avião, acompanhada pelo marido e por membros da tripulação. Na avaliação inicial, a senhora sexagenária apresentava pulso e respirava. Não estava em paragem cardio-respiratória. Tinha sofrido uma síncope (desmaio). Nisto, a hospedeira, a pedido do comandante, pergunta-me: “Doutora, estamos a 30 minutos de Ponta Delgada. Acha que devíamos divergir ou prosseguimos para Lisboa?” Bem, felizmente a senhora recuperou os sentidos, melhorou e cumprimos o plano de voo original.

O breve relato desta experiência serve de introdução ao tema sobre emergências médicas em voos comerciais. Segundo um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), em dezembro de 2018, a prevalência de emergências médicas é de 1 por cada 604 voos. Outras estimativas referem 24 a 130 ocorrências por 1 milhão de passageiros. As situações mais frequentes são as síncopes (32 %), seguidas dos sintomas gastrointestinais (náuseas e vómitos – 14,8 %) e em terceiro lugar os problemas respiratórios (10,1 %). Menos frequentes são os sintomas cardíacos e as crises epiléticas. A taxa de mortalidade é de 0,1 a 1 por 1 milhão de passageiros.

Apesar das limitações do ambiente de voo, as aeronaves estão apetrechadas com uma mala de primeiros socorros, a “mala do médico” (kit de emergência médica avançado - EMK) e o desfibrilhador automático externo (DAE). Os elementos da tripulação são obrigatoriamente treinados (anualmente) e estão preparados para reconhecer emergências e prestar socorro. Sabem realizar o suporte básico de vida (SBV) e manusear o DAE. Entre 1998-1999 a British Airways contabilizou 92 emergências por 1 milhão de passageiros. Destas, 70% foram resolvidas pela tripulação, sem requisitar ajuda médica. Nos casos mais graves e na presença de um médico, este pode abrir o EMK (após autorização do comandante), que contém equipamentos e medicação. Já foi estimado que há um médico a bordo em 40% das emergências, proporção que varia consoante a companhia aérea. A título de curiosidade, no início do desenvolvimento da indústria da aviação comercial americana, por volta de 1930, as assistentes de bordo da Boeing eram, obrigatoriamente, enfermeiras. Num negócio em expansão, elas foram os “anjos da guarda’, cruciais para acalmar os passageiros inexperientes. Atualmente, as companhias aéreas americanas têm contratos com médicos especialistas em terra (ground-based medical support - GBMS), que orientam nos casos graves. Se necessário, os serviços paramédicos auxiliam à chegada ao aeroporto e encaminham para o hospital.

Dado o envelhecimento da população mundial e um número crescente de passageiros com doenças crónicas, é previsível que a frequência de intercorrências médicas a bordo aumente, especialmente em viagens de longo curso. O piloto do avião é quem tem, sempre, a responsabilidade de decidir se diverge ou não da rota prevista, consoante a gravidade do caso.

Se vai viajar, tenha uma boa viagem! Como li algures, “no avião, o medo é passageiro. Voar é bom, mas pousar é bem melhor”!

publicado por carinafreitas às 19:08 link do post
10 de Maio de 2019

No dia 8 de Maio teve lugar na Escola Secundária jaime Moniz, o Sarau: Madeira 600 anos, no qual a minha canção" Naquela noite admirámos Madeira" a representar o Concelho do Funchal.

O Sarau foi organizado pelo Grupo Coral da Escola Secundária Jaime Moniz ESJM (liderado por Pedro Nóia) e com a colaboração do Laboratório de Guitarra da ESJM.

Agradeço ao Pedro Nóia a inclusão da minha canção.

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publicado por carinafreitas às 19:12 link do post
28 de Abril de 2019

No dia 27 de abril teve lugar o 38º Festival da Canção Infantil da Madeira, na sala de Congressos do Casino da Madeira, uma organização do DSEAM, Secretaria da Educação, Região Autónoma da Madeira. A canção "Brincar ao faz de conta" foi a 4ª canção participante no festival. Com letra de Eva Lara Falcão, música de Carina Freitas e interpretada por Ana Beatriz Cabral. 

A canção está inserida no CD do 38ª Festival da Canção Infantil da Madeira, uma organização do DSEAM, Secretaria da Educação, Região Autónoma da Madeira.

 

Fotografias de Tony Ferreira (RTP- Madeira)

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Video da participação

 

 

publicado por carinafreitas às 19:29 link do post
24 de Abril de 2019

No dia 23 de abril de 2019, na sede da Direcção de Serviços de Educação Artística e Multimédia DSEAM, teve lugar a apresentação do livro-CD "Fantasia", que é o 5º volume da Coleção "20: poemas, músicas e ilustrações".

Tive o privilégio de apresentar o livro como co-autora de uma das canções integrantes do livro, e em representação dos autores. O evento contou com a presença do Diretor Regional da Educação (Dr. Marco Gomes) e do Diretor do DSEAM (Dr. Virgílio Caldeira).

Na mesma ocasião, foi apresentado o 38º festival da Canção Infantil da Madeira.

Fotografia (Créditos: Jornal da Madeira)

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Jornal da Madeira - dia 24 de abril 2019- noticia

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Links para noticias:

https://www.dnoticias.pt/5-sentidos/14-criancas-disputam-sabado-o-festival-da-cancao-infantil-da-madeira-YG4668414#

https://www.jm-madeira.pt/palcos/ver/60147/Festival_da_Cancao_infantil_ja_produziu_mais_de_500_cancoes_com_fotos

 

Video da RTP Madeira

 

publicado por carinafreitas às 19:52 link do post
21 de Abril de 2019

Citações ao meu trabalho na área das neurociências da música:

 

Diário de Notícias da Madeira

Pela Mestre Patrícia Júlio, musicoterapeuta – dia 3 de março de 2019

“Quando as palavras já não chegam…”

https://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/musica-quando-as-palavras-ja-nao-chegam-HM4439966#

 

Programa televisivo “Histórias Clínicas” do Canal Saúde +

Citada pela Prof. Doutora Ana Cristina Vidal- PhD, Fisioterapeuta falando do tema “A música na dor e na reabilitação”

https://www.youtube.com/watch?v=VLQcFvn6u5s

 

Diário de Notícias da Madeira

Pelo Prof. Doutor Robert Andrés, musicólogo – 25 de outubro de 2018

“O segredo do “u” invertido”

https://www.dnoticias.pt/opiniao/artigos/o-segredo-do-u-invertido-EE3868969

 

RTP- Madeira – Antena 1 – com a jornalista Patrícia Casaca – 8 de outubro de 2018

Música ajuda a desenvolver as capacidades motoras

http://www.rtp.pt/madeira/sociedade/msica-ajuda-a-desenvolver-as-capacidades-motoras-_22540?fbclid=IwAR2BuE-cORBrGdLOwwLbzC425YvS3CFEHpdIuMlOD8xStEDoraMPe4RLNqU

 

Jornal da Madeira

Pelo Prof. Doutor Carlos Gonçalves, diretor do Conservatório de Música da Madeira – dia 14 de setembro de 2018

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/463/O_verdadeiro_amor_as_ARTES

 

Agradecimentos públicos como mentora na área da música

Diário de Notícias da Madeira – 16 de julho de 2018

Beatriz Caboz – cantora- vencedora do concurso “Mostra o que vales” do La Vie

https://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/beatriz-mostrou-o-que-vale-e-venceu-LC3422836

publicado por carinafreitas às 15:26 link do post
14 de Abril de 2019

Artigo de opinião publicado no Jornal da Madeira a 14 de abril de 2019

https://www.jm-madeira.pt/opinioes/ver/2371/Aceitar_os_imprevistos_e_a_impermanencia_da_vida 

 

Neste mês de abril, já tinha planeado escrever sobre um outro tema, mas um imprevisto (uma fratura no antebraço esquerdo) motivou uma reflexão, oportuna, sobre os contratempos e desafios da vida moderna. Ainda que, por momentos, tenhamos a ilusão que tudo é previsível e controlado, como dizia Ayrton Senna (1960-1994), piloto brasileiro, “a qualquer momento tudo pode mudar”. Somos frágeis, vulneráveis e mortais.

Segundo o dicionário Priberam da língua portuguesa, imprevisto é algo não previsto, súbito, que surpreende. Tal como o nome indica, é um acontecimento inesperado, que acontece de uma hora para a outra. Pode ser agradável e bem-vindo ou desagradável e indesejado. Em ambos os casos pode alterar o rumo da vida, de forma temporária, ou definitiva.

Quando o imprevisível acontece, em especial as surpresas desagradáveis, e consoante a gravidade, podemos “perder o chão”. Há uma fase inicial de desorientação, dormência e negação da situação. O confronto com a nova realidade revela-se duro. Seguem-se as reações emocionais de: tristeza, choro, medo, zanga; e sentimentos de: frustração, desamparo, vazio, solidão e insegurança. Neste período, é fundamental não se deixar abater pelas circunstâncias, e aceitar o que não podemos mudar. Uma atitude de aceitação autocompassiva é o segredo que nos devolve a paz de espírito.

Uma vez refeitos do tumulto emocional é hora de reagir! Como? Resgatando os nossos melhores recursos internos: uma mente positiva (nutrida por pensamentos otimistas, focada na superação) e uma coragem firme (orientada para a adaptação/recuperação rápida e reconstrução de novos caminhos e soluções). É necessário encarar as mudanças como algo natural da vida e a resiliência humana como uma vantagem biológica. Possuímos este potencial de resistir, reagir e superar os desafios com consistência e flexibilidade. Ultrapassar as adversidades obriga-nos a sair da zona de conforto, e a esclarecer quais são, afinal, as nossas prioridades na vida.

Nem tudo é, aparentemente, negativo. Na verdade, uma situação nova pode esconder uma bênção, uma lição, uma oportunidade de crescimento. É essencial tentar extrair algo positivo de todos os imprevistos. Quem sabe se uma dificuldade poderá despertar uma motivação extra pela conquista de um sonho antigo, e possibilitar ainda mais felicidade e realização? Ainda que não tenhamos a total compreensão dos mistérios da vida, é preciso acreditar que tudo tem uma razão de ser e que “há males que vêm por bem”. Se servir de consolo, numa futura situação semelhante, mais experientes e mais bem preparados, poderemos antecipar e minimizar riscos com mais tranquilidade, pois a “matéria” já foi compreendida e assimilada! Sejamos, por isso, sempre gratos!

Em suma, os imprevistos acontecem a todos, sem exceção e sem aviso. A qualquer momento, o movimento natural, incerto, e incontrolável da vida pode revelar-nos surpresas. O universo tanto nos oferece oportunidades fantásticas de materialização de sonhos há muito desejados, como nos “parte” os ossos, o coração e a alma. Aceitemos, sem resistência e sem apego, o fluxo da impermanência. Aprendamos a fluir e a extrair satisfação e felicidade em todos os momentos da nossa vida. Acredite e mantenha a fé e a esperança no futuro. Sabe porquê? “Porque o melhor ainda está por vir”!

publicado por carinafreitas às 13:46 link do post
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